MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Agência Estado 
Dólar
O dólar operou em alta durante toda a sessão de ontem e terminou a R$ 3,9450, alta de 1%, o maior nível desde 1o de outubro. Na mínima do dia, marcou R$ 3,9180 e, na máxima, R$ 3,9640. No mês, acumula baixa de 0,73% e, no ano, alta de 48,59%. No mercado futuro, a moeda para novembro operava em alta de 0,84%, a R$ 3,9555.
Meta fiscal
A discussão em torno da meta fiscal permeou os negócios. A junta orçamentária se reuniu para decidir qual será a nova meta deste ano, já que as receitas previstas não serão atingidas. Os cálculos que circulam no mercado são de que o deficit fiscal poderia atingir R$ 70 bilhões.
China
No exterior, a desaceleração das exportações do Japão gerou preocupação com a China, um dos principais importadores do país vizinho. Isso penalizou moedas de países emergentes e exportadores de commodities, como o Brasil.
Bovespa
A Bovespa terminou em baixa, mas sustentou o patamar de 47 mil pontos. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,11%, aos 47.025,87 pontos. Na mínima, marcou 46.654 pontos (-0,90%) e, na máxima, 47.274 pontos (+0,42%). No mês, acumula alta de 4,37% e, no ano, perda de 5,96%. O giro financeiro totalizou R$ 5,410 bilhões.

Petróleo em baixa
Petrobras foi um dos papéis que influenciaram a queda. A ON recuou 3,16% e a PN, 3,73%, depois que o petróleo para dezembro negociado na Nymex caiu 2,35%, a US$ 45,20 o barril. O presidente da PPSA, Oswaldo Pedrosa, disse ainda que o pré-sal se torna inviável com os níveis atuais de preços da commodity. Para ele o preço de equilíbrio teria que estar em US$ 55.
Mais altas
Vale ON subiu 2,73% e Vale PNA, 2,72%, na véspera da divulgação de balanço trimestral. Nas siderúrgicas, Gerdau PN teve alta de 2,64%, Metalúrgica Gerdau PN, queda de 0,68%, Usiminas PNA, baixa de 3,22% e CSN ON caiu 2,50%. Bradesco PN subiu 0,14%, Itaú Unibanco PN caiu 0,74%, BB ON, +1,22%, e Santander unit, +0,43%.
Juros
Há quase certeza de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai manter a taxa Selic em 14,25% ao ano e isso serviu apenas para manter a ponta curta da curva a termo praticamente inalterada nos juros.
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 apontava 14,305%, ante 14,297% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 15,44%, de 15,30%. O DI para janeiro de 2019 estava em 15,97%, de 15,91%. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 projetava 15,83%, ante 15,77%.


