Dólar
O dólar à vista teve sua terceira alta consecutiva ontem e voltou ao patamar dos R$ 3,90, o que não acontecia desde o último dia 5. Com o noticiário político escasso, a moeda dos EUA oscilou ao sabor do fluxo de recursos e da influência internacional, além da cautela com as indefinições do cenário interno. Ao final dos negócios, o dólar à vista teve alta de 0,44%, aos R$ 3,906. Em três dias, a cotação subiu 2,79%.

Oscilação
A moeda chegou a cair 1,08% frente ao real pela manhã (a R$ 3,847), diante do seu enfraquecimento frente a outras divisas de países emergentes e também do ingresso de recursos do exterior, segundo relataram operadores. Na máxima, a cotação foi até R$ 3,908 (+0,49%), com a redução da liquidez no período da tarde.

Notícias
O cenário político teve poucas notícias, mas manteve os investidores bastante cautelosos. Causou algum desconforto as informações sobre uma possível revisão do déficit das contas do Governo Central em 2015. Integrantes da área econômica ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, não descartaram a possibilidade de o déficit primário chegar próximo a R$ 70 bilhões, se houver o pagamento de todos os gastos represados nas pedaladas fiscais identificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Juros
O mercado futuro de juros teve ontem baixa liquidez, o que favoreceu a volatilidade das taxas, que fecharam em baixa. O dia da primeira etapa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi de noticiário político escasso, e as oscilações foram influenciadas por fatores externos e pelo desempenho também volátil do dólar. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,297%, frente aos 14,304% do ajuste de segunda. O DI de janeiro de 2017 ficou em 15,30%, ante 15,42%. O vencimento de janeiro de 2021 terminou com taxa de 15,77%, ante 15,82%.

Bovespa
Depois de três pregões consecutivos de alta, o mercado acionário cedeu às correções e o Índice Bovespa fechou em queda de 0,78% ontem, aos 47.076,55 pontos. A queda foi bastante pulverizada entre as ações, mas não contou com os papéis da Petrobras, que subiram durante todo o dia, limitando as perdas do índice. Segundo profissionais do mercado, as vendas de ações foram comandadas pelos investidores estrangeiros. O Ibovespa chegou a subir 0,59% nos negócios da manhã, enquanto o mercado ainda aguardava o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, do qual poderiam ser extraídas pistas sobre os próximos passos da política monetária. Ao final dos negócios, Petrobras ON e PN avançaram 1,34% e 1,01%, respectivamente. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores baixas ficaram com CSN ON (-6,43%), Suzano PNA (-5,84%) e Fibria ON (-4,19%).

mockup