MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de outubro de 2015
Agência Estado 
Dólar
O dólar emplacou ontem mais um dia de baixa ante o real, sob influência direta do exterior. A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve os juros apenas em 2016, que ganhou corpo desde o último dia 2, continuou servindo de motivo para que, no Brasil, investidores reduzissem posições compradas na moeda americana. O dólar à vista de balcão cedeu 1,55%, aos R$ 3,7510. Na semana, a divisa acumulou baixa de 4,87% e, no mês, recuo de 5,61%. O viés era claramente negativo para o dólar no início do dia, após a ata do último encontro do Fed, divulgada quinta-feira, ter trazido indicações de que o aperto monetário nos EUA ficará para um futuro mais distante.
Ibovespa
A Bovespa oscilou entre altas e baixas durante boa parte da sessão de ontem em sintonia com Nova York. Durante o dia, as mesas de renda variável repercutiam ainda a divulgação do último encontro do Fed. Em linhas gerais, a percepção foi de que a instituição tende a elevar juros apenas mais à frente, provavelmente em 2016, o que tira pressão do mercado de ações. Investidores até ensaiaram uma realização de lucros no Brasil à tarde, vendendo ações, mas, como os índices em Wall Street se fortaleceram, o Ibovespa ainda conseguiu terminar em alta de 0,47%, aos 49.338,41 pontos. Foi o nono avanço consecutivo, com a bolsa acumulando +12,24% no período.

Dow Jones
Na mínima do dia, a bolsa chegou a marcar 48.698 pontos (-0,83%) e, na máxima, atingiu 49.752 pontos (+1,31%). O giro financeiro somou R$ 7,769 bilhões. Em Nova York, o Dow Jones avançou 0,20%, aos 17.084,49 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,07%, aos 2.014,89 pontos, e o Nasdaq subiu 0,41%, aos 4.830,47 pontos.
Petrobras
No Brasil, alguns dos papéis que passaram por realização de lucros foram os que subiram com vigor nos últimos dias, como Petrobras. No fechamento de ontem, o papel ON da petrolífera marcou 0,37% e o PN +0,57%. CSN continuou como destaque entre as siderúrgicas, com o mercado precificando um aumento de preços de seus produtos pela empresa, entre 6% e 10%. O papel subiu +6,60%. Usiminas PNA avançou 1,63%, Gerdau PN teve ganho de 0,60%, mas Metalúrgica Gerdau PN caiu 3,74%. Vale ON terminou com valorização de 3,64% e Vale PNA, de 2,01%.
Juros
As taxas dos contratos futuros de juros subiram ontem em meio a ajustes técnicos após os recuos recentes. No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 marcou 14,32%, ante 14,321% do ajuste de quinta-feira, enquanto o vencimento para janeiro de 2017 indicou 15,56%, ante 15,23%. Na ponta mais longa, o contrato para janeiro de 2021 marcou 15,65%, ante 15,32%.


