MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de outubro de 2015
Agência Estado 
Bovespa
A Bovespa teve ontem sua sexta alta consecutiva, sustentada principalmente pela disparada das ações da Petrobras. O Índice Bovespa terminou o dia aos 47.735,11 pontos, com avanço de 0,29%. Em seis sessões de valorização, o índice acumula ganhos de 8,59%.
Petrobras
A bolsa brasileira iniciou o dia em alta, já com influência das ações da Petrobras. Os papéis da estatal petrolífera reagiram positivamente à forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional e à notícia do plano de redução de custos e investimentos em 2016. Ao final dos negócios, Petrobras PN teve alta de 4,73%, enquanto Petrobras ON avançou 5,21%.
CSN
A maior alta do Ibovespa, no entanto, esteve com as ações ordinárias da CSN, que dispararam 8,56%. Os papéis foram beneficiados por notícia sobre possível venda de ativos. Segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, há grande interesse de investidores estrangeiros por um terminal de cargas que pertence à siderúrgica, e a venda do ativo poderia ajudar nos problemas financeiros da companhia.

Vetos
Depois de ter subido até 1,04%, mesmo com as bolsas americanas em desempenho fraco, a Bovespa cedeu a uma breve realização de lucros no período da tarde. A leve onda de vendas sucedeu a notícia do adiamento da sessão conjunta do Congresso que apreciaria os vetos presidenciais remanescentes da última sessão. Na mínima do dia, o Ibovespa chegou a 47.389 pontos (-0,44%). A frustração com o novo adiamento (para hoje), no entanto, teve efeito limitado sobre a bolsa, que voltou a avançar.
Moody´s
Entre as notícias do dia, um dos maiores destaques foram as declarações de executivos da Moodys, que admitiram uma melhora recente do cenário interno e sinalizaram que uma alteração no rating brasileiro não deve acontecer antes de meados do ano que vem.
Dólar
O dólar à vista atingiu ontem sua terceira queda consecutiva, garantida por fatores vindos do exterior e pela melhora na percepção dos investidores com o cenário político doméstico. A moeda norte-americana fechou em baixa de 1,49%, cotada a R$ 3,844, menor cotação desde 16 de setembro. Em três dias de queda, a desvalorização frente ao real é de 3,66%. Na mínima do dia, o dólar à vista chegou a ser negociado por R$ 3,827 (-1,92%).
Juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 teve taxa de 14,373%, contra 14,484% do ajuste de segunda-feira. O DI de janeiro de 2017, o mais negociado, terminou em 15,23%, de 15,40%. O vencimento de janeiro de 2021 ficou com taxa de 15,20%, ante 15,26% do ajuste anterior.


