Subiu
CSN

Desceu
Dólar

Menos força
O dólar voltou a perder força ante o real e fechou ontem em baixa de 1,04%, cotado a R$ 3,902 no mercado à vista, menor cotação desde 17 de setembro. A combinação entre o noticiário político escasso e o bom desempenho dos mercados internacionais contribuiu para a desvalorização da moeda norte-americana.

Boas notícias
As bolsas europeias e norte-americanas operaram em forte alta durante todo o dia, apoiadas na expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) manterá a taxa básica de juros próxima de zero até 2016. Ao mesmo tempo, os investidores internacionais esperam mais estímulos econômicos na Europa e na China, o que impulsionou os ativos nesses mercados.

Levy
Pela manhã, um dos principais destaques ficou por conta da fala do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ele afirmou que, após a reforma ministerial, o Brasil tem condições de focar em trazer a estabilidade fiscal. "A presidente Dilma está muito focada nesse assunto. Temos amanhã a votação dos vetos. Cada veto que é mantido é um imposto a menos que temos de pagar e um passo à frente em voltar a crescer", afirmou Levy, após participar de seminário da Fundação Getulio Vargas (FGV). Levy disse ainda que a CPMF tem mostrado papel importante no processo de ajuste fiscal, assim como foi relevante em 1999, mas que o tributo deve ser provisório.

Próximos dias
Apesar da relativa calmaria do mercado, é esperada uma agenda pesada de definições para os próximos dias. Para amanhã está prevista a sessão conjunta do Congresso que apreciará os vetos presidenciais e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre ação que pede a impugnação da candidatura da presidente Dilma Rousseff. Na quarta-feira deve ocorrer a sessão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas do governo em 2014.

Juros
Apesar da queda do dólar, as taxas futuras operaram em alta durante boa parte do dia. O mercado de juros se mostrou resistente a reduzir os prêmios dos contratos, uma vez que a semana reserva importantes definições no campo político. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,484%, ante 14,54% de sexta-feira. O DI de janeiro de 2017 teve taxa de 15,40%, de 15,45%. Já o DI de janeiro de 2021 ficou com 15,26%, de 15,20%.

Bovespa
A Bovespa manteve a trajetória de ganhos dos últimos quatro pregões e terminou em elevação, acumulando alta de 8,28% em cinco dias. O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,20%, aos 47.598,06 pontos. Na mínima, marcou 47.019 pontos (-0,03%) e, na máxima, 48.081 (+2,23%). No mês, acumula valorização de 5,63% e, no ano, perda de 4,82%. O giro financeiro totalizou R$ 5,715 bilhões.

Ações
Petrobras ON subiu 2,73% e PN, 0,64%. Vale, também ajudada por China, teve alta de 1,80% na ON e de 1,59% na PNA. Siderúrgicas foram o destaque: CSN ON, +8,20%, foi a segunda maior alta do Ibovespa, Gerdau PN, com +5,30%, ficou na quarta colocação, seguida por Usiminas PN (+4,43%) e Metalúrgica Gerdau PN (+4,32%).

Nos EUA
A percepção dos agentes de que o início do aperto monetário nos EUA pode demorar mais e de que novas medidas de estímulo podem ser adotadas na China fez com que as bolsas europeias fechassem em alta firme e as norte-americanas também exibissem evolução. O Dow Jones terminou o dia em alta de 1,85%, aos 16.776,43 pontos, o S&P, de 1,83%, aos 1.987,05 pontos, e o Nasdaq de 1,56%, aos 4.781,26 pontos. (Agência Estado)

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