Disparada
A bolsa disparou ontem no Brasil, puxada por uma série de fatores internos e externos. As quedas mais recentes, que tornaram os preços de vários papéis atrativos, o avanço firme das ações em Nova York e a reforma política anunciada pela presidente Dilma Rousseff foram bem recebidos, motivando a busca pela renda variável. O Ibovespa terminou o dia em alta de 3,80%, aos 47.033,46 pontos. Na semana, acumulou aumento de 4,91%.

Motivos
Pela manhã, o relatório de empregos nos Estados Unidos foi divulgado, pior do que o esperado, e a avaliação foi de que os reduziria as chances de alta de juros no país neste ano, o que passou a dar suporte às ações ao redor do mundo. Com o anúncio dos cortes de ministérios promovido por Dilma, os investidores também aceleraram a busca por papéis. A presidente também passará a ganhar 10% menos.

Maiores altas
Com essa leitura, as ações das estatais estiveram entre os papéis que mais subiram ontem, afetadas ainda por um forte recuo recente. Petrobras PN disparou 10,68%, maior alta do Ibovespa, e Petrobras ON, 9,32%. BB ON avançou 6,77%, Eletrobras ON, 7,69%, e Eletrobras PNB, 6,40%. Vale ON, 3,48%, Vale PNA, 3,88%, Bradesco PN, 3,78%, Itaú Unibanco PN, 4,06%, Santander unit, 4,18%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Nos EUA
Em Nova York, o Dow Jones terminou o dia em alta de 1,23%, aos 16.472,37 pontos, o S&P avançou 1,43%, aos 1.951,36 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 1,74%, aos 4.707,78 pontos. Na semana, acumularam, respectivamente, 0,97%, 1,04% e 0,45%.

Dólar
A mudança de ministros, acompanhada pelo anúncio de cortes de pastas, secretarias e salários, foi bem recebida pelos investidores e abriu espaço ontem para a queda firme do dólar, que também reagiu desde cedo aos números do payroll norte-americano. O resultado foi uma queda de 1,18% do dólar à vista de balcão, aos R$ 3,9430. Na semana, a moeda acumulou baixa de 0,66%.

Taxa de juros
A reforma ministerial anunciada por Dilma reforçou o viés negativo para as taxas dos contratos futuros de juros. Pela manhã, as taxas já recuavam em função dos números do payroll, que vieram piores do que as esperadas. No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 ficou em 14,54%, ante 14,68% de anteontem. O contrato para janeiro de 2017 marcou 15,45%, ante 15,77% da véspera, e o vencimento para janeiro de 2021 indicou 15,20%, ante 15,73% do dia anterior.

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