MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
Embora tenha oscilado em boa parte do dia na casa dos 44 mil pontos, o Ibovespa conseguiu garantir a retomada do nível de 45 mil pontos nos ajustes finais do dia ao terminar em 45.059,34 pontos, em alta de 2,10%. Na máxima do pregão, o índice operou acima desse nível, aos 45.294 pontos (+2,63%) e, na mínima, ficou estável nos 44.132 pontos. Pelo terceiro mês consecutivo, o Ibovespa acumulou perda, de 3,36% em setembro. No trimestre, a queda atingiu 15,11%. No ano até agora, a bolsa cai 9,89%. O giro financeiro negociado totalizou R$ 7,987 bilhões.
Petrobras
A estrela da sessão foi Petrobras. Terça-feira à noite, a estatal anunciou um reajuste, a partir de ontem, de 6% para a gasolina e 4% para o diesel, nas refinarias. A ação ON disparou 8,79% e a PN, 9,86%.
A alta da gasolina ainda favoreceu as ações de empresas do setor sucroalcooleiro, que devem elevar a produção de álcool. Cosan ON fechou com alta de 5,95% (R$ 20,13), São Martinho ON, de 3,54% (R$ 39,20), e Tereos ON disparou 60,98% (R$ 0,66).
Vale
Apesar da queda do dólar, que pressionou Vale e exportadoras o dia todo para baixo, a mineradora brasileira conseguiu terminar em alta e favoreceu o desempenho do Ibovespa. A ação ON avançou 0,61% e a PNA, 0,76%.

Wall Street
A valorização da bolsa brasileira teve contribuição ainda do desempenho de Wall Street, embora a questão política tenha sido mais relevante.
O mercado gostou da notícia de que Aloizio Mercadante deve sair da Casa Civil, que passaria a ser ocupada por Jacques Wagner. O Dow Jones terminou o dia em alta de 1,47%, aos 16.284,70 pontos. O S&P 500 teve valorização de 1,91%, aos 1.920,03 pontos, e o Nasdaq subiu 2,28%, aos 4.620,17 pontos.
Dólar
O dólar encerrou em queda pela segunda sessão consecutiva e, a despeito da pressão nos últimos dias, abaixo de R$ 4. Fechou a R$ 3,9740, em baixa de 2,19%, depois de oscilar entre a mínima de R$ 3,9360 e a máxima de R$ 4,029. No mês, subiu 9,39% e, no ano, tem alta de 49,68%. Às 16h33, o dólar para novembro tinha perda de 2,38%, a R$ 4,012.
Juros
Os juros futuros terminaram a sessão em baixa, influenciados pelo dólar e em meio a um ambiente político mais tranquilo. No encerramento da sessão regular, o contrato para janeiro de 2016 terminou a 14,615%, de 14,795% no ajuste da véspera. O contrato para janeiro de 2017 encerrou a 15,60%, de 15,90%, o de janeiro de 2019 acabou a 15,82%, a 16,25%, e o janeiro de 2021 ficou em 15,60%, de 16,10%.


