MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
A Bovespa completou ontem seu sétimo pregão consecutivo de baixa, voltando ao nível em que era negociada em abril de 2009. Um dado fraco da China, temores sobre o avanço da economia global e questões domésticas levaram o Ibovespa a perder o patamar de 44 mil pontos. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,95%, aos 43.956,62 pontos, menor nível desde 7 de abril de 2009 (43.824,53 pontos). Na mínima, marcou 43.767 pontos (-2,38%) e, na máxima, 44.832 pontos (estável). No mês, acumula perda de 5,72% e, no ano, recuo de 12,10%. Nestes sete pregões no vermelho, caiu 9,46%. O giro financeiro totalizou ontem R$ 5,420 bilhões.
Vale
Vale foi a principal prejudicada internamente e caiu 7,47% na ON e 7,37% na PNA. No setor siderúrgico, CSN ON -1,25%, apesar do anúncio de reajuste de preços. Usiminas fechou em +0,29%, Gerdau PN caiu 3,76% e Metalúrgica Gerdau PN cedeu 4,22%. Petrobras foi outro papel que sentiu os temores não só a respeito do crescimento da economia da China como também o global, refletidos no preço do petróleo. A commodity recuou 2,78%, para US$ 44,43, no contrato para novembro negociado na Nymex. A ação ON perdeu 5,07% e a PN -5,57%.

Dow Jones
Nos EUA, o Dow Jones terminou em baixa de 1,92%, aos 16.001,89 pontos, o S&P caiu 2,57%, aos 1.881,77 pontos, e o Nasdaq terminou com retração de 3,04%, aos 4.543,97 pontos.
Dólar
Após uma trégua nas duas últimas sessões, o dólar começou a semana em alta firme ante o real, refletindo a cautela dos investidores com o futuro do ajuste fiscal a ser definido nos próximos dias e também o viés positivo da moeda no exterior. O dólar à vista no balcão fechou nesta segunda-feira, 28, na máxima, a R$ 4,0800, alta de 2,80%. O dólar para outubro avançava 2,06%, a R$ 4,0670, perto das 16h30.
Juros
A pressão no câmbio doméstico estimulou a colocação de prêmios nos contratos de juros futuros e as taxas avançaram com força ao longo de toda a curva, encerrando nas máximas. Ao término da sessão regular da BM&FBovespa, o DI janeiro de 2016 estava em 14,91%, de 14,63% do ajuste de sexta-feira; o DI janeiro de 2017 saltou de 15,59% para 16,15%; o DI janeiro de 2021 terminou em 16,24%, de 15,73% no ajuste anterior. Além da movimentação em Brasília em torno do ajuste fiscal, fontes nas mesas de renda fixa lembram que nos próximos dias serão divulgados dados muito ruins das contas públicas.


