MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Agência Estado 
Dólar
A ação firme do Banco Central foi fundamental para levar ontem o dólar à vista à segunda queda consecutiva, de volta ao patamar inferior aos R$ 4. Depois de três leilões promovidos pelo BC no período da manhã, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,90%, cotada a R$ 3,969. As operações foram suficientes para derrubar o dólar à vista, mas não o contrato futuro de câmbio, que já havia antecipado esse movimento na véspera. No mercado futuro de câmbio, o dólar para liquidação em outubro subia 0,82% às 16h54, a R$ 3,978.
Força
A ação coordenada do BC e do Tesouro foi bem recebida no mercado, por ser interpretada como uma mensagem de que a autoridade monetária tem munição suficiente para conter movimentos especulativos e que não está disposta a deixar o dólar avançar de maneira irracional. Apesar da aprovação às intervenções, é consenso no mercado que essas ações são instrumentos paliativos, que buscam conter os ânimos enquanto o governo busca recuperar o controle no campo político, para poder avançar no ajuste fiscal.

Juros
A ação firme do BC e do Tesouro foi fundamental também para levar os juros à segunda queda consecutiva. O Depósito Interfinanceiro (DI) com liquidação em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,63%, contra 14,67% do ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017, o mais negociado, teve a taxa 15,59%, de 15,67% na véspera. Para janeiro de 2019 fechou em 15,91%, ante 16,12%. Para janeiro de 2021, ficou com taxa de 15,73%, de 16,00% do ajuste anterior.
Bovespa
Os investidores não demonstraram apetite pelo mercado de ações ontem e a Bovespa fechou em queda de 1,02%, aos 44.831,46 pontos. Em um dia
de menor tensão nos mercados de câmbio e juros e melhora do humor no mercado internacional, a cautela com o cenário interno prevaleceu.
Em baixa
Entre as ações que compõem o índice, Petrobras, Vale, Pão de Açúcar e bancos estiveram entre os destaques de baixa. Os papéis da Petrobras reagiram à revisão para baixo feita pelo Bank of America Merril Lynch das estimativas para investimentos e resultados. Outra notícia de impacto foi a do processo movido pela Fundação Bill & Melinda Gates, maior instituição filantrópica do mundo, contra a Petrobras, em Nova York, para recuperar perdas com investimentos feitos desde 2009 em papéis da empresa brasileira. Petrobras PN fechou em queda de 2,01% e Petrobras ON, de 2,65%.


