Subiu
Dólar

Desceu
Bovespa

Subida
Depois de deixar o dólar inaugurar, no dia 22, o patamar de R$ 4 e fechar no preço mais alto do Plano Real, o Banco Central resolveu adotar uma ação mais contundente ontem. Mas foi insuficiente para impedir a quinta valorização consecutiva, renovando o maior nível desde 1º de julho de 1994.

Novo recorde
A moeda norte-americana terminou o dia em alta de 2,10%, a R$ 4,1350. Nesses cinco pregões em elevação, acumulou ganho de 7,88%. No mês, tem valorização de 13,82% e, no ano até agora, 55,74%. No mercado futuro, o dólar para outubro também trabalhou pressionado e marcava, às 16h38, R$ 4,1480 (+2,14%).

Oscilou, mas...
O dólar até abriu a sessão em queda e recuou até a mínima de R$ 4,015 (-0,86%), na esteira da votação dos vetos da presidente Dilma Rousseff a medidas que poderiam criar um gasto extra de R$ 127,9 bilhões aos cofres públicos até 2019. Os parlamentares mantiveram 26 dos 32 vetos e os restantes, entre eles o que impede o aumento de até 78% dos salários do Judiciário, ainda serão apreciados. É aí que começou a desconfiança: há ainda temor de que a conta chegue, caso o governo não reúna votos necessários para manter mais esses vetos.

Rating
Somado a esse temor, há ainda a preocupação com a perda de rating por mais uma agência, na esteira da Standard & Poor's (S&P). Vale destacar que uma equipe da Fitch está no Brasil, mas há esperança de que o corte dessa agência, quando vier, seja de apenas um degrau, mantendo o investment grade do País.

Leilões
Em meio a esse quadro negativo e com a alta da moeda no exterior, o dólar virou ainda antes de completar uma hora de negociação e daí foi avançando até a máxima de R$ 4,1440 (+2,32%). Na hora do almoço, quando a moeda estava no high do dia, o Banco Central chamou dois leilões de linha e ainda um novo de swap para hoje.

Repetição
Pelo quarto pregão consecutivo, o Ibovespa terminou em baixa ontem, de volta aos 45 mil pontos, patamar em que pisou apenas na primeira sessão de setembro. Nos ajustes finais do pregão regular, o Ibovespa foi para as mínimas e aí ficou.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia na mínima, em queda de 2%, para 45.340,11 pontos, no menor nível desde os 44.544,85 pontos de 25 de agosto. Nesses quatro pregões no vermelho, caiu 6,61%. Na máxima, marcou 46.480 pontos (+0,47%). No mês, acumula retração de 2,76% e, no ano, de 9,33%.

Dow Jones
Nos EUA, as bolsas norte-americanas terminaram em queda, pressionadas pelo recuo do petróleo e por PMIs fracos, na China e na Alemanha, além de algumas notícias pontuais. O Dow Jones recuou 0,31%, aos 16.279,89 pontos, o S&P terminou em baixa de 0,20%, aos 1.938,76 pontos, e o Nasdaq fechou com desvalorização de 0,08%, aos 4.752,74 pontos.

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