Dólar
Uma nova sessão de estresse e aversão ao risco fez o dólar à vista subir 1,84% no fechamento de ontem, atingindo o histórico patamar de R$ 4,050. É o maior valor nominal já alcançado pela moeda norte-americana no Plano Real (1º julho de 1994) e representa, principalmente, a busca dos investidores por proteção, em um ambiente marcado por muitas incertezas nos campos político e econômico. No mercado futuro, o dólar para liquidação em outubro subia 1,64% às 16h47, aos R$ 4,065.

Política
No cenário político, as atenções se concentraram na expectativa em torno da sessão conjunta da Câmara e do Senado para apreciação de vetos da presidente Dilma Rousseff que buscam impedir gastos públicos de R$ 127,8 bilhões até 2019.

Moody´s
Apesar de a agência de classificação de risco Moody’s ter garantido que não vai mexer no rating brasileiro neste ano, os temores de novo rebaixamento continuam presentes nas mesas de operação.

Bolsas
Depois de ter caído até 2,82%, no auge do estresse com o cenário político conturbado e as quedas das bolsas internacionais, a Bovespa acabou fechando em baixa de 0,70%, aos 46.264,60 pontos.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Em baixa
O dia foi de baixas generalizadas, com poucas ações se sustentando em terreno positivo. Entre esses papéis, destacaram-se algumas empresas exportadoras, beneficiadas pela disparada do dólar. Já papéis de grande peso no Ibovespa mantiveram forte queda. Foi o caso de Petrobras ON e PN, que terminaram com quedas de 3,13% e 4,52%, respectivamente. Os papéis da Vale também encerraram a sessão com perdas. Vale ON recuou 2,36% e Vale PNA, 2,23%.

Destaques
Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores quedas ficaram com OI PN (-9,60%), CSN ON (-9,54%) e Smiles ON (-9,53%). Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em queda de 1,09%, aos 16.330,47 pontos, e o S&P recuou 1,23%, aos 1.942,74 pontos.

Leilão
A nova sessão de estresse e aversão ao risco fez os juros negociados no mercado futuro voltarem a subir. Com parte dos vencimentos de Depósito Interfinanceiro (DI) já indicando juros acima de 16%, o Tesouro Nacional promoveu um leilão de recompra de NTN-Bs e resgatou 161,5 mil títulos, de um total possível de 2 bilhões de papéis.

Juros
Nos negócios na BM&F, o DI com vencimento em janeiro de 2016 terminou o dia no horário regular com taxa de 14,58%, contra 14,54%. O vencimento de janeiro de 2017 teve taxa de 15,75%, frente a 15,61%. O vencimento de janeiro de 2019 teve a taxa elevada de 15,95% para 16,22%. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2021 ficou com taxa de 16,14%, ante 15,81%.

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