MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Agência Estado 
Baixa repetitiva
A Bovespa terminou novamente em baixa ontem, mas com uma variação menor do que a verificada na última sexta-feira. Passado o exercício de opções sobre ações, no começo da tarde, os investidores derrubaram o índice, prejudicado ainda por declarações de um dirigente do Fed. Mas a fala do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aliviou um pouco a pressão vendedora e o Ibovespa terminou longe da mínima.
Índice
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 1,43%, aos 46.590,19 pontos. Na mínima, marcou 46.425 pontos (-1,78%) e, na máxima, 47.391 pontos (+0,27%). No mês, acumula ligeira baixa de 0,07% e, no ano, queda de 6,83%. O giro financeiro totalizou R$ 7,741 bilhões.
Comportamento
Pela manhã, o exercício de opções sobre ações deturpou um pouco o comportamento do mercado, ao marcar um viés mais técnico. O vencimento somou R$ 2,304 bilhões. À tarde, no entanto, o índice reagiu às declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e também do dirigente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart.
Dow Jones
O Dow Jones terminou o dia em alta de 0,77%, aos 16.510,19 pontos, o S&P 500 avançou 0,46%, aos 1.966,97 pontos, e o Nasdaq fechou com valorização de 0,04%, aos 4.828,96 pontos.

Dólar
O dólar à vista cravou sua terceira alta consecutiva ante o real. Na variação intraday, a cotação chegou a encostar na temida marca de R$ 4, ao bater a máxima de R$ 3,9970 - maior valor desde 10 de outubro de 2002, mas desacelerou o avanço na reta final dos negócios.
Proposta
O governo deve enviar ainda hoje para o Congresso a proposta de ajuste, dependente, em boa medida, da recriação da CPMF, que tem grande rejeição entre os parlamentares. Contudo, o apelo de Cunha, de que não se derrube o veto presidencial ao reajuste dos servidores do Judiciário, produziu algum alívio no câmbio.
Juros
Os juros futuros subiram pelo terceiro dia consecutivo, principalmente na parte da manhã, mas perderam força ao longo da tarde de ontem, depois da atuação extraordinária do Tesouro Nacional, que anunciou leilões de venda de até 150 mil NTN-F e recompra de até 1 milhão desses títulos nesta segunda-feira mesmo.
Novos leilões
Além disso, realiza hoje leilões simultâneos de compra e venda de NTN-B, em substituição ao leilão de venda tradicional. Dessa forma, a instituição dá uma porta de saída aos investidores, evitando distorção ainda maior nas taxas e aumento de estresse no mercado.


