Equilíbrio
A Bovespa teve um pregão extremamente volátil ontem de decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). E o resultado não podia ter sido mais equilibrado para o dia: o principal índice à vista fechou estável. Pela manhã, o noticiário político afetou os preços no mercado e, à tarde, o Fed foi o guia. O Ibovespa terminou o pregão estável, aos 48.551,07. Na mínima, marcou 48.082 pontos (-0,97%) e, na máxima, 49.396 pontos (+1,74%). No mês, acumula ganho de 4,13% e, no ano, perda de 2,91%. O giro financeiro totalizou R$ 7,426 bilhões.

Imbróglio
Nos EUA, o Dow Jones terminou a sessão em baixa de 0,39%, aos 16.674,74 pontos, o S&P recuou 0,26%, aos 1.990,20 pontos, e o Nasdaq subiu 0,10%, aos 4.893,95 pontos. Antes do Fed, o imbróglio político influenciou a Bovespa. Pegou mal a notícia de que o ex-presidente Lula estaria pressionando a presidente Dilma para dar uma guinada na sua política econômica. A novela Lula influenciou o desempenho de papéis de estatais, como Petrobras e Banco do Brasil. Petrobras ON caiu 2,11% e a PN, 3,44%.

Dividendos
Vale, por outro lado, subiu 2,36% na ON e 3,24% na PNA, favorecida pelo avanço do minério de ferro no mercado internacional e pela valorização do dólar. O mercado também aguarda a decisão da Vale sobre o pagamento de dividendos neste ano. No setor financeiro, Bradesco PN cedeu 0,28%, Itaú Unibanco PN ficou estável, BB ON caiu 2,19%, e Santander unit recuou 0,21%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
A quinta-feira foi de volatilidade no mercado de câmbio, que voltou a fechar em alta. O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,76%, cotado a R$ 3,862. No mercado futuro, a divisa para liquidação em outubro subia 1,10% às 16h50, a R$ 3,891.

Taxas de juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,365%, contra 14,35% do ajuste de anteontem. O vencimento de janeiro de 2017 terminou em 15,10%, ante 15,01% do ajuste anterior. No contrato para janeiro de 2019, a taxa ficou em 15,31%, de 15,11%. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 15,20%, frente aos 14,99% anteriores.

Europa
Em uma sessão volátil, as principais bolsas da Europa fecharam em alta leve, com focados na decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). No entanto, o índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em baixa de 0,18%, aos 361,21 pontos.

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