MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Agência Estado 
Medidas fiscais
Volatilidade foi a principal característica dos negócios na Bovespa ontem, que sucedeu ao anúncio do pacote de medidas fiscais do governo. A bolsa brasileira alternou altas e baixas durante quase todo o dia e terminou a sessão com elevação discreta, de 0,17%, aos 47.364,06 pontos.
Oscilação
No movimento de gangorra, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 47.689 pontos (+0,86%) e a mínima de 46.746 pontos (-1,13%). Por trás desse comportamento errático esteve a cautela dos investidores com o cenário interno ainda incerto e com a proximidade da reunião do Federal Reserve, que decidirá sobre os juros nos EUA amanhã. Apesar das alternâncias de sinal, a alta foi a tendência predominante, sustentada por ações específicas.
Setor financeiro
Os papéis do setor financeiro reagiram de maneira particularmente positiva à divulgação do pacote do governo. Com isso, Bradesco PN subiu 1,92%, Itaú Unibanco PN avançou 2,46% e Banco do Brasil ON terminou o dia com ganhos de 3,63%. Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram de Oi PN (+3,16%), MRV ON (+3,92%) e Banco do Brasil ON (3,63%). Já as quedas foram lideradas por Qualicorp ON (-6,69%), Rumo Logística ON (-4,43%) e Vale PNA (-3,58%).

EUA
O cenário internacional foi fator secundário nos negócios, mas também exerceu influência sobre por aqui. As bolsas norte-americanas fecharam com ganho significativo, repercutindo indicadores locais e internacionais divulgados às vésperas da reunião do Federal Reserve. Segundo a maioria dos analistas, o BC dos EUA deverá adiar mais uma vez o início do ciclo de aumento de juros, o que favorece o mercado de ações. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em alta de 1,40% (16.599,85 pontos). O S&P subiu 1,28% (1.978,09 pontos) e o Nasdaq, 1,14% (4.860,52 pontos).
Dólar
O "day after" do pacote fiscal anunciado pelo governo federal foi marcado pela frustração dos investidores diante das dificuldades a serem enfrentadas pelo Planalto na tentativa de evitar um novo rebaixamento do País. O dólar à vista fechou em alta de 0,97%, cotado a R$ 3,856.
Taxas de juros
No mercado futuro de juros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,355%, ante 14,350% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 fechou em 14,99%, de 14,93%; o DI para janeiro de 2019, 15,07%, de 15,03%. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 tinha taxa de 14,96%, ante 14,95% no ajuste anterior.


