Viés de baixa
A Bovespa até chegou a subir pontualmente durante a sessão de ontem, mas o viés principal do dia foi de baixa. O corte da nota de crédito de várias empresas brasileiras, anunciado ontem pela Standard & Poor’s, penalizou as ações de companhias importantes para o Ibovespa, como Petrobras e bancos. Além disso, permaneceram a percepção ruim sobre o Brasil e a cautela antes o fim de semana.

Contramão
O resultado foi uma baixa de 0,22% da Bovespa ontem, para 46.400,50 pontos. O movimento ocorreu na contramão de Nova York, onde os principais índices de ações conseguiram sustentar ganhos durante a tarde. Na máxima, a Bovespa atingiu 46.558 pontos (+0,12%) e, na mínima, marcou 46.176 pontos (-0,71%). O giro financeiro arrefeceu durante a tarde e somou R$ 6,003 bilhões.

Percepção ruim
Entre os bancos, Bradesco teve queda de 1,10% da PN, Itaú Unibanco subiu+0,19% a PN, Santander caiu -2,59% as units e Banco do Brasil desceu -2,67% a ON. A blue chip Petrobras, que perdeu o grau de investimento, registrou baixas de 5,37% nos papéis ON e de 3,89% nos PN. No geral, a percepção sobre o Brasil continuou ruim e, apesar de a Bolsa em dólares ter preços atrativos, os investidores ainda demonstram receio de ir às compras. Vale ON cedeu 2,46% e Vale PNA teve baixa de 2,06%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
O dólar até ensaiou uma realização de lucros no Brasil no início do dia, com investidores vendendo moeda após os avanços recentes. Mas a percepção ruim em relação à economia e à política colocaram a divisa novamente em trajetória de alta ante o real. No fim, o dólar à vista de balcão indicou valorização de 0,44%, aos R$ 3,8790. Na mínima do dia, vista às 9h39, marcou R$ 3,8200 (-1,09%) e, na máxima, às 11h57, atingiu R$ 3,8930. Apesar da oscilação de 1,91% entre a mínima e a máxima, que indica alta volatilidade, o dia foi marcado por certa calmaria, inclusive com giro mais contido, principalmente durante a tarde.

Juros
A alta do dólar não foi suficiente para conduzir um avanço das taxas dos contratos futuros de juros, mesmo com as preocupações com a inflação. Num ambiente de giro limitado e de acomodação de posições, após a turbulência de quarta e quinta-feira, em função do rebaixamento do Brasil pela Standard & Poor’s (S&P), as taxas futuras tiveram leves quedas. Ao fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 fechou nos 14,460%, ante 14,50% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2017 marcou 15,15%, ante 15,28%, enquanto o DI para janeiro de 2019 indicou 15,22%, ante 15,27%. Na ponta longa, o contrato para janeiro de 2021 marcou 15,11%, ante 15,15%.

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