MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Agência Estado 
Fundo do poço
A Bovespa teve uma queda comedida ontem, a despeito da perda do grau de investimento pelo Brasil, anunciada na quarta-feira pela S&P. Durante o dia, o principal índice à vista operou em alta por alguns momentos, com zeragem de posições vendidas, busca de oportunidades e uma sensação de que o fundo do poço já pode ter sido alcançado - ou estar bem perto. O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,33%, aos 46.503,99 pontos. Na mínima, marcou 45.592 pontos (-2,28%) e, na máxima, 46.819 pontos (+0,35%). No mês, acumula perda de 0,26% e, no ano, de 7,01%. O giro financeiro totalizou R$ 7,870 bilhões.
Minério de ferro
Vale e siderúrgicas, beneficiadas pela China, minério de ferro e alta do dólar, estiveram entre os destaques positivos do dia. Vale ON terminou com valorização de 4,62% e Vale PNA, de 4,17%. Usiminas PNA saltou 12,77% e liderou as altas do Ibovespa, seguida por Gerdau PN, com 7,69%, CSN ON, 7,62%, e Metalúrgica Gerdau PN, 5,45%. Como esperado também os bancos fecharam em baixa, em sintonia com o rebaixamento e em meio às discussões no governo sobre uma eventual nova elevação da tributação dessas instituições. Bradesco PN, -2,16%, Itaú Unibanco PN, -2%, BB ON, -1,75%, e Santander unit, +2,58%. Petrobras ON caiu 3,82% e a PN, 5,01%. A S&P também rebaixou o rating da estatal, de BBB- para BB, que agora perdeu seu grau de investimento por essa agência.

Wall Street
No exterior, as bolsas norte-americanas terminaram em alta, influenciadas pela valorização do petróleo e pelos ganhos das ações da Apple. Dow Jones teve alta de 0,47%, aos 16.330,40 pontos, S&P fechou com +0,53%, aos 1.952,29 pontos, e o Nasdaq avançou 0,84%, aos 4.796,25 pontos.
Dólar
A puxada do dólar logo no início do dia acabou por levar a cotação à máxima de R$ 3,905 (+2,82%), o que fez o Banco Central intervir no mercado, por meio da oferta de US$ 1,5 bilhão em dois leilões de linha. Ainda assim, a divisa terminou o dia com alta de 1,69%, aos R$ 3,862, no maior nível desde 23 de outubro de 2002.
Taxas de juros
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociadas na BM&FBovespa voltaram a acelerar a alta diante de um discurso sem novidades do ministro Joaquim Levy, em entrevista coletiva no período da tarde. O contrato com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,50%, contra 14,38% do ajuste de quarta-feira. O DI de janeiro de 2017 teve a taxa elevada de 14,90% para 15,28% e o de janeiro de 2021 elevou a taxa de 14,74% para 15,15%.


