Peteca caiu
A Bovespa deixou a peteca cair ao longo do pregão de ontem. Começou o dia com alta, dando sequência ao movimento da véspera, mas perdeu fôlego quando Wall Street virou para o vermelho e também acabou cedendo às ordens de venda. Terminou em baixa, prejudicada por Petrobras e Gerdau. O Ibovespa terminou o dia em queda de 0,22%, aos 46.657,09 pontos. Na mínima, marcou 46.614 pontos (-0,32%) e, na máxima, 47.840 pontos (+2,30%). No mês, acumula +0,07% e no ano, +6,70%. O giro financeiro totalizou R$ 6,929 bilhões.

Desoneração
No começo do dia, o anúncio chinês de uma política fiscal mais vigorosa para reanimar a economia deu fôlego aos investidores. Entre as medidas, estão recursos para projetos de infraestrutura e desoneração tributária ao setor corporativo. À tarde, a leitura passou a ser de que a China fortalecida abre espaço para mais juros nos EUA e isso fez as bolsas sucumbirem.

Wall Street
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,45%, aos 16.253,57 pontos, o S&P 500 registrou baixa de 1,39%, aos 1.942,04 pontos, e o Nasdaq marcou retração de 1,15%, aos 4.756,53 pontos. Apple foi um dos destaques de baixa por lá, ao recuar 1,92%, em dia de anúncio de produtos.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Petróleo
O petróleo teve um dia de forte recuo e afetou os papéis da Petrobras. O contrato para outubro ficou 3,89% mais barato, a US$ 44,15 o barril. Aqui, a ação ON da estatal do petróleo perdeu 3,68% e fechou na mínima, a R$ 9,68, enquanto a PN caiu 2,89%, a R$ 8,39. Gerdau PN recuou 0,48%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,81%. Usiminas PNA subiu 0,84% e CSN ON, 1,64%.
No setor financeiro, BM&F ON, +3,81%, Bradesco PN, +1,18%, Itaú Unibanco PN, +1,12%, BB ON, +0,29%, Santander unit, +0,07%, e Cielo ON, +1,45%.

Dólar
O dólar fechou em queda pela segunda sessão consecutiva ontem, o que não acontecia há um mês: a moeda havia marcado duas perdas seguidas apenas em 7 e 10 de agosto, intercalando depois uma longa sequência de ganhos com eventuais dias de baixa. O dólar comercial terminou a sessão em baixa de 0,52%, a R$ 3,7980. Na mínima, marcou R$ 3,7660 (-1,36%) e, na máxima, R$ 3,8070 (-0,29%). Nestes dois dias em queda, acumulou -1,35%. No entanto, sobe 4,54% em setembro e 43,05% em 2015.

Taxas de juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 apontava 14,380%, ante 14,415% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 indicava 14,90%, ante 14,86% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2019 projetava 14,88%, de 14,89%. No trecho mais longo da curva a termo, o para janeiro de 2021 ficou em 14,74%, de 14,80%.

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