MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de setembro de 2015
Agência Estado 
Em baixa
A Bovespa interrompeu uma pequena sequência de duas sessões de ganhos para, ontem, encerrar no território negativo. O ambiente interno deteriorado, com a política no centro das atenções, e o recuo dos índices em Nova York conduziram o Ibovespa. À tarde, a busca por proteção intensificou a venda de ações no Brasil em alguns momentos, em função do fim de semana prolongado tanto no Brasil quanto nos EUA.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 1,83%, aos 46.497,72 pontos. Na máxima do dia, marcou 47.377 pontos (+0,02%) e, na mínima, 46.320 pontos (-2,21%). Na semana, a bolsa acumulou -1,39%. No ano, a Bovespa recua 7,02%. O giro financeiro totalizou R$ 8,939 bilhões.
EUA
O payroll norte-americano foi o principal dado externo do dia, e desagradou. A avaliação dos investidores, após a divulgação dos números, é que cresceu a chance de o BC dos EUA aumentar logo a taxa básica de juros do país. Como nos EUA também haverá feriado na segunda-feira - Dia do Trabalho -, os investidores adotaram a cautela.
Wall Street
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,66%, aos 16.102,38 pontos, o S&P caiu 1,53%, aos 1.921,22 pontos, e o Nasdaq terminou com desvalorização de 1,05%, aos 4.683,92 pontos. Na semana, acumularam, respectivamente, -3,25%, -3,40% e -2,99%.

Temer
Do campo político, também vinha pressão. O vice-presidente Michel Temer voltou a colocar lenha na fogueira do cenário político: na última quinta-feira, em encontro com empresários, ele afirmou que será difícil para a presidente Dilma Rousseff concluir o mandato se a situação política e econômica não melhorar até meados de 2016. A fala de Temer foi mal recebida pelo mercado, que viu chances maiores de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Petrobras ON cedeu 3,32% e PN caiu 2,85%, enquanto Vale ON teve baixa de 2,62% e PNA recuou 3,09%.
Dólar
O dólar à vista de balcão subiu 2,56%, aos R$ 3,8500, no maior patamar de fechamento em quase 13 anos, desde 23 de outubro de 2002. Foi a sexta sessão consecutiva de ganhos para o dólar ante o real (+8,06% no período). No ano, a moeda americana já acumula alta de 45,01%. No mercado futuro, que encerra as operações apenas às 18 horas, a divisa para outubro tinha ganhos de 2,99%, aos R$ 3,8870.
Juros
Ao término da sessão regular, a taxa do contrato futuro para janeiro de 2016 ficou em 14,495%, de 14,315%. O vencimento para janeiro de 2017 indicou 15,04%, de 14,71% no ajuste. Já o contrato para janeiro de 2019 encerrou em 15,10%, de 14,80%, e o DI para janeiro de 2021 marcou 15,01%, de 14,65%. Os juros já precificam a Selic acima de 15% no fim de 2016.


