MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de setembro de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
A Bovespa acompanhou a recuperação das bolsas internacionais e voltou a subir ontem, após ter caído três dias consecutivos. A alta do dólar, para R$ 3,7530, acabou beneficiando as empresas exportadoras, que tiveram um pregão vigoroso e ajudaram a dar sustentação ao Ibovespa. A bolsa paulista terminou o dia em alta de 2,17%, aos 46.463,96 pontos. Na mínima, marcou 45.445 pontos (-0,07%) e, na máxima, 46.474 pontos (+2,19%). No mês, acumula perda de 0,35% e, no ano, de 7,09%. O giro financeiro totalizou R$ 6,864 bilhões.
Exportadoras
As empresas exportadoras registraram os melhores desempenhos do Ibovespa, com destaque para Metalúrgica Gerdau PN (+12,90%), Gerdau PN, +10,05%, JBS ON (+7,71%), Suzano PNA (+7,45%) e Klabin Unit (+6,52%). Na mesma leva, Vale ON avançou 5,91% e Vale PNA, 5,81%. Ainda no setor siderúrgico, Usiminas PNA teve valorização de 4,84%, enquanto CSN ON subiu 5,10%.
Petrobras
Petrobras, por sua vez, oscilou ao sabor dos preços do petróleo, ora em alta, ora em queda. No final, a ação ON teve ganho de 2,51%, enquanto a PN subiu 2,68%. O contrato do petróleo para outubro registrou valorização de 1,85%, a US$ 46,25 o barril. Bradesco PN teve alta de 1,83%, Itaú Unibanco PN, de 2,35%, e BB ON, de 0,17%. Santander Unit avançou 6,74%.
Dólar
A pressão sobre o dólar não dá trégua e a moeda terminou a sessão em alta de 1,68%, a R$ 3,7530, maior valor desde 12 de dezembro de 2002 (R$ 3,7850). Na mínima, marcou R$ 3,6940 e, na máxima, R$ 3,7720. No mês, sobe 3,30% e, no ano, 41,36%. O dólar para outubro avançava 1,54%, às 16h36, para R$ 3,7915. Os investidores não gostaram nada da previsão de déficit incluída no Orçamento de 2016. Ainda mais porque o número também expôs mais uma derrota do ministro Joaquim Levy, que queria que a peça orçamentária levasse uma estimativa de superávit.
Juros
A alta de 1,68% do dólar comercial pressionou a curva de juros, mas afetou, sobretudo, a ponta curta, que passou a precificar uma chance maior de aumento da Selic no encontro de ontem, embora a manutenção da taxa em 14,25% seja majoritária. As taxas também reagiram à conjuntura desgastada exposta nas últimas semanas. No fechamento da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 apontava 14,385%, ante 14,325% no ajuste de terça-feira. O DI para julho de 2016 encerrou em 14,83%, de 14,55% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 14,80%, ante 14,43% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2019 fechou em 14,90%, de 14,49% de terça-feira, e o DI para janeiro de 2021 projetava 14,72%, de 14,39%.


