MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Agência Estado 
Fim da alegria
A Bovespa interrompeu ontem uma sequência de três sessões consecutivas de ganhos e encerrou em baixa de 1,18%, aos 47.153,86 pontos. Investidores aproveitaram o movimento mais recente para realizar lucros (vender ações), com contribuição do sinal negativo em Nova York durante boa parte do dia, assim como de números ruins da economia brasileira. Apesar disso, a Bovespa terminou a semana com alta acumulada de 3,14%. Na máxima de ontem, chegou a subir 0,33% (47.872 pontos) e, na mínima, caiu 1,82% (46.847 pontos).
PIB
Pela manhã, destaque para os dados da economia. O Produto Interno Bruto (PIB) de julho indicou retração de 1,9% no segundo trimestre ante o primeiro e caiu 2,6% ante o segundo trimestre do ano passado. Para piorar, o PIB do primeiro trimestre do ano foi revisado em baixa, de -0,2% para -0,7% ante o quarto trimestre de 2014. Na prática, o País está em recessão técnica.
Blue chips
Os papéis da Petrobras chegaram a subir 6% pela manhã, puxadas pelo avanço dos preços do petróleo em Nova York e em Londres. No fim, terminaram com ganhos de 1,18% a ON e 1,24% a PN. A Vale ON cedeu 2,15% e a ação PNA teve baixa de 0,07%.

Nos EUA
Em Nova York, os índices adotaram sentidos mistos. O Dow Jones cedeu 0,07%, aos 16,643,01 pontos, o S&P 500 subiu 0,06%, aos 1.988,87 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,32%, aos 4.828,33 pontos.
Dólar
Após a trégua de ontem, quando o dólar caiu mais de 1%, os investidores voltaram a buscar a moeda americana influenciados por fatores internos e externos. O dólar à vista de balcão fechou em alta de 0,56%, aos R$ 3,5830. Na semana, a alta acumulada foi de 2,58%. No início do dia, chegou a registrar a mínima de R$ 3,5450 (-0,51%) e, à tarde, no pico da sessão, marcou R$ 3,6000 (+1,04%). O dólar para setembro, que encerraria apenas às 18 horas, avançava no fim da tarde a R$ 3,5850 (+0,76%).
Juros
A taxa do contrato futuro para janeiro de 2016 ficou em 14,215%, ante 14,210% de anteontem, enquanto o DI para janeiro de 2017 marcou 13,95%, ante 13,87%. O vencimento para janeiro de 2019 indicou taxa de 13,80%, de 13,76% na véspera, enquanto o DI para janeiro de 2021 marcou 13,71%, ante 13,72%. Com o movimento, o mercado precifica 89% de chances de o Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano. Outros 11% de chances são para uma alta de 0,25, algo cada vez mais improvável pela franqueza da economia brasileira.


