Fôlego
O resultado do Governo Central, anunciado no começo da tarde de ontem, a desaceleração pontual das bolsas dos EUA e operações de day trade tiraram um pouco do fôlego da Bovespa na segunda etapa. Mas nada disso foi suficiente para impedir o principal índice à vista de renovar o maior ganho porcentual de 2015, fechando novamente no nível de 47 mil pontos. China e Estados Unidos foram os combustíveis que sustentaram o movimento comprador ao longo da sessão, garantindo alta principalmente dos papéis ligados às commodities.

Giro
O Ibovespa terminou o pregão em alta de 3,64%, maior ganho porcentual desde 21 de novembro do ano passado (+5,02%). Fechou aos 47.715,27 pontos, maior patamar desde 13 de agosto (48.009,56 pontos). Na mínima, marcou 46.038 pontos (estabilidade) e, na máxima, 47.997 pontos (+4,25%). Nestes três dias em alta, avançou 7,62%, mas, no mês, cai 6,19% e, no ano, recua 4,58%. O giro financeiro totalizou R$ 7,830 bilhões.

Influências
As medidas anunciadas pela China nos últimos três dias finalmente fizeram os índices acionários do país subirem. As commodities também tiveram fortes ganhos, caso do petróleo, que saltou 10,26% na Nymex, a US$ 42,56 o barril no contrato para outubro. O desempenho do PIB norte-americano no segundo trimestre surpreendeu positivamente e favoreceu ações de empresas como Gerdau PN, que subiu 10,88% e Metalúrgica Gerdau PN disparou 17,67%. O Dow Jones subiu 2,27%, aos 16.654,77 pontos, o S&P avançou 2,43%, aos 1.987,66 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 2,45%, aos 4.812,71 pontos.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Blue chips
Petrobras ON disparou 11,28% e a PN, 9,62%. Vale subiu 11,26% na ON e 8,63% na PNA. No setor financeiro, Bradesco PN, +2,45%, Itaú Unibanco PN, +3,54%, BB ON, +3,55%, e Santander Unit, +2,36%.

Dólar
O dólar à vista interrompeu ontem uma sequência de quatro altas consecutivas e fechou em queda de 1,11%, cotado a R$ 3,563. A melhora da percepção mundial sobre a China, reforçada por dados de PIB dos EUA que mostraram que a economia norte-americana cresce a uma taxa anualizada de 3,7%, contra projeção de alta de 3,3% e leitura original do dado de 2,3%, foi determinante para a interrupção da escalada do dólar, que havia subido 4,37% frente ao real desde sexta-feira da última semana.

Taxas de juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou em 14,21%, contra 14,245% do ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 ficou em 13,87%, ante 13,96% da véspera. O vencimento de janeiro de 2021 terminou o dia em 13,72%, ante os 13,76% de anteontem.

mockup