MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Agência Estado 
Volatilidade
A Bovespa fechou em alta de 0,47% ontem aos 44.544,85 pontos, e recuperou apenas uma parte das perdas registrada na véspera, quando recuou 3,03%. O pregão foi marcado pela volatilidade, com investidores dividindo as atenções entre fatores internos e externos. Pela manhã, enquanto os mercados reagiam positivamente às medidas do banco central chinês para recuperar a economia local, a bolsa brasileira chegou a subir 2,82%. À tarde, no entanto, a virada para baixo das bolsas americanas impôs uma forte desaceleração.
China
O Banco do Povo da China (PBoC) anunciou um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa do depósito compulsório e de 0,25 ponto porcentual nas taxas de empréstimo e de depósitos. O objetivo do governo é reduzir os custos de empréstimos, garantir liquidez e crescimento do crédito. As bolsas europeias reagiram com altas entre 3% a 6%, recuperando boa parte das perdas da véspera.
Commodities
A notícia também deu suporte aos preços das commodities, que, por sua vez, sustentaram as ações de empresas exportadoras de matérias-primas. Com isso, os papéis da Petrobras foram destaque na recuperação dos preços. Vale subiu durante o dia, mas virou no final.

EUA
A bolsa, no entanto, passou a perder força no período da tarde, quando se verificou uma deterioração de ativos. A virada das bolsas norte-americanas foi determinante para o fechamento em um patamar já bem distante das máximas do dia. O índice Dow Jones fechou em baixa de 1,29%, aos 15.666,44 pontos, o S&P recuou 1,34%, aos 1.867,62 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,44%, aos 4.506,49 pontos.
Dólar
A melhora do cenário internacional não foi suficiente para impedir a terceira alta consecutiva do dólar à vista, que fechou cotado a R$ 3,592 ontem, na máxima do dia, com valorização de 0,93% sobre o real. As incertezas do cenário interno foram determinantes para a manutenção da postura defensiva dos investidores, que se refugiam na solidez da moeda norte-americana. Com as últimas três sessões, a moeda norte-americana contabilizou uma alta de 4,06%.
Taxas de juros
Diante das incertezas no cenário doméstico e a incessante alta do dólar, o mercado futuro de juros também não sustentou as baixas com que operou nas primeiras horas do dia. O DI com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,255%, contra 14,25% do ajuste de anteontem. O vencimento de janeiro de 2017 terminou o dia em 14,11%, ante os 14,07% anteriores. A taxa do DI de janeiro de 2021 ficou em 13,95%, ante 13,90% do ajuste da segunda-feira.


