MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Agência Estado 
Desaceleração
Os dados negativos sobre a indústria chinesa, divulgados no início da sessão asiática, reforçaram ontem os temores com a desaceleração do país. Isso espalhou um movimento de venda de ações ao redor do mundo, que atingiu a Ásia, a Europa, os EUA e, inevitavelmente, o Brasil. O Ibovespa fechou em baixa de 1,99%, aos 45.719,64 pontos, menor nível desde os 45.117,80 pontos de 17 de março do ano passado.
Na semana, recuou 3,76% e, em agosto, já acumula perdas de 10,11%. Na máxima da sessão, marcou 46.649 pontos (estável) e, na mínima, atingiu 45.677 pontos (-2,08%). O giro financeiro totalizou R$ 5,470 bilhões.
Vulnerabilidade
Papéis importantes para o Ibovespa e vulneráveis a uma desaceleração da China recuaram: Vale ON cedeu 2,74% e o papel PNA da mineradora caiu 2,61%, enquanto Petrobras ON teve baixa de 5,06% e o PN cedeu 4,93%. Muito em função da desaceleração chinesa, os preços do petróleo seguiram morro abaixo ontem, com o petróleo WTI chegando a ser negociado abaixo dos US$ 40 o barril, o que penalizou diretamente a Petrobras.
Finanças
No setor bancário, alguns papéis se recuperaram na segunda metade dos negócios, após notícia de que a base do governo admite a possibilidade de elevar a Contribuição sobre o Lucro Líquido dos Bancos (CSLL) de 15% para 20% - e não para 23%, como proposto pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora da medida provisória 675. A alíquota de 20% seria uma forma de evitar derrota na votação. No final, entretanto, apenas Itaú Unibanco seguiu em alta, de 0,23%. Banco do Brasil ON caiu 0,22%, Bradesco PN, 0,56%, e Santander unit, 1,12%.

EUA
Em Nova York, os principais índices de ações fecham com fortes perdas há pouco: O Dow Jones despencou 3,12%, aos 16.459,75 pontos, o S&P 500 recuou 3,19%, aos 1.970,89 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 3,52%, aos 4.706,04 pontos.
Dólar
A moeda americana fechou em alta no Brasil, de 1,19% no balcão, aos R$ 3,4930, e encerrou a semana com leve alta de 0,23%. No mês, acumula ganho de 2,22% ante o real e, no ano, elevação de 31,56%. Na mínima da sessão de ontem, vista às 9h06, o dólar marcou R$ 3,4620 (+0,29%) e, na máxima, às 12h52, atingiu R$ 3,5020 (+1,45%).
Taxas de juros
No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 ficou em 14,180%, ante 14,175% de anteontem. O contrato para janeiro de 2017 marcou 13,81%, ante 13,72% da véspera, enquanto o DI para janeiro de 2021 ficou com taxa de 13,67%, ante 13,57%.


