Indigestão
O governo nem saiu da crise política e, na visão do mercado, já meteu os pés pelas mãos ao anunciar que usará os bancos públicos para subsidiar crédito ao setor automotivo, retomando uma política que vigorou na gestão anterior e não deu muito certo. A notícia foi indigesta ao investidores e a reação foi de queda generalizada entre os papéis ontem, com destaque para Banco do Brasil, que tombou mais de 6%.

Venda de papéis
As vendas generalizadas de papéis, sobretudo pelo investidor estrangeiro, fez o Ibovespa encerrar em baixa de 1,82%, aos 46.588 pontos, menor nível desde 19 de março do ano passado, quando terminou em 46.567,23 pontos. Na mínima, marcou 45.977 pontos (-3,10%) e, na máxima, 47.451 pontos (estabilidade). No mês, acumula perda de 8,41% e, no ano, de 6,84%. O giro financeiro totalizou R$ 6,225 bilhões.

Construção
O cenário político seguiu influenciando as ações domésticas. Além do crédito de pouco mais de R$ 8 bilhões, por ora, para o setor automotivo, também afetou os negócios a aprovação, pela Câmara, da correção do FGTS, uma nova derrota do governo. A medida prejudicou as ações das construtoras, uma vez que deve encarecer o crédito para a compra de imóveis. Cyrela ON terminou em baixa de 1,23%, Rossi ON, de 3,03%, MRV ON, de 0,74%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Commodities
No setor financeiro, BB ON terminou em queda de 6,17%, Bradesco PN, de 2,72%, Itaú Unibanco PN, de 2,05%, e Santander unit, de 1,91%. Petrobras ON recuou 2,50% e a PN, 2,33%. Vale ON teve baixa de 3,33%, e Vale PNA, de 2,67%. As commodities tiveram um dia de perdas. Na Nymex, por exemplo, o contrato do petróleo para setembro despencou 4,27%, a US$ 40,80, pressionado pelos temores de excesso da oferta global da commodity.

EUA
Nos EUA, o Dow Jones terminou em baixa de 0,93%, aos 17.348,73 pontos, o S&P 500 caiu 0,83%, aos 2.079,61 pontos, e o Nasdaq fechou com perda de 0,80%, aos 5.019,05 pontos.

Dólar
A moeda fechou em 0,40% de alta, a R$ 3,4810. Na mínima, marcou R$ 3,46 e, na máxima, R$ 3,5120. O dólar para setembro subia 0,42%, a R$ 3,497, às 16h35. Os juros futuros terminaram a sessão com viés de alta. O DI para outubro de 2015 fechou em 14,16%, de 14,169% anteontem. O DI para janeiro de 2016 apontava 14,21%, de 14,23% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 terminou em 13,80%, de 13,87%. Os contratos com vencimento em janeiro de 2019 indicavam 13,60%, igual ao ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2021 marcava 13,57%, de 13,53% no ajuste de anteontem.

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