Volatilidade
A Bovespa interrompeu ontem uma sequência de cinco quedas consecutivas ao fechar em alta de 0,49%, aos 47.450,58 pontos, e com volume financeiro de R$ 6,911 bilhões. O pregão foi volátil e o Ibovespa oscilou entre a mínima de 46.676 pontos (-1,15%) e a máxima de 48.084 pontos (+1,84%). A tendência de alta foi definida no período da tarde, após uma manhã conturbada, influenciada pelas fortes quedas das bolsas chinesas, que repercutiram nos mercados pelo mundo, e pela divulgação de indicadores nos EUA.

Inversão
A inversão da tendência veio com a notícia de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora da Medida Provisória 675, recuou de sua proposta que visava revogar a dedutibilidade dos juros sobre o capital próprio pagos a titular, sócios ou acionistas da base de cálculo do imposto de renda da pessoa jurídica. "Infelizmente não temos ambiente propício para mudar os juros sobre capital próprio", disse a senadora, ao confirmar o recuo.

Destaques
A decisão de Gleisi Hoffmann teve efeito imediato sobre as ações do setor financeiro e levou o Ibovespa à máxima do dia. O Ifinanceiro, que reúne 15 ações do setor, terminou o dia com alta de 1,53%, bem superior à do Ibovespa. Entre esses papéis, os destaques ficaram com Banco do Brasil ON (+3,37%), Itaú Unibanco PN e ON (+1,67% e +2,75%) e Bradesco PN e ON (+1,89% e +2,29%). A senadora também recuou na proposta de tributar o extrato concentrado de refrigerantes fabricado na Zona Franca de Manaus. A decisão influenciou as ações ordinárias da Ambev, que fechou em alta de 1,24%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
Em uma sessão marcada pela volatilidade e pelo volume de negócios reduzido, o dólar à vista fechou em baixa de 0,52%, cotado a R$ 3,467. Às 16h33, o dólar com vencimento em setembro tinha baixa de 0,40%, cotado a R$ 3,484.

Taxas de juros
As taxas de juros negociadas no mercado futuro fecharam em baixa ontem marcada por volatilidade no mercado financeiro. A queda do dólar foi uma das principais influências para o recuo, mas não a única. A percepção de que o cenário político se mostra menos tenso, inclusive com alguns avanços do governo nas negociações, contribuíram para o ajuste das taxas para baixo.

Vencimentos
O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,23%, contra 14,245% do ajuste de anteontem. O DI de janeiro de 2017 terminou a sessão regular em 13,87%, ante 13,89% da véspera. A taxa de janeiro de 2019 ficou em 13,60%, de 13,64% do ajuste de anteontem.

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