MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
A Bovespa emplacou ontem sua quinta queda consecutiva, ao fechar com recuo de 0,61%, aos 47.217,42 pontos, na mínima do dia. A sessão de negócios foi de volatilidade, principalmente no período da manhã. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a subir 0,59%, aos 47.788 pontos. Em cinco pregões consecutivos de queda, o índice acumula perda de 4,33%. O cenário político, a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos e o desempenho das commodities estiveram entre os fatores de influência dos negócios. No entanto, o bom desempenho das principais bolsas da Europa e também a alta das bolsas americanas não foram suficientes para dar fôlego de compra no mercado brasileiro.
Petrobras
Entre as quedas do Ibovespa, estiveram em destaque os papéis Petrobras ON e PN, que recuaram 1,45% e 1,94%, acompanhando a queda dos preços internacionais do petróleo. Vale ON (-1,04%) e Eletrobras PNB (-1,67%) também se destacaram, juntamente com as ações do setor bancário, que ainda repercutem a proposta de aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O índice que reúne ações do segmento financeiro teve baixa de 0,70% no dia, superior à queda da carteira do Ibovespa.

Efeito Dilma
O vencimento de contratos de opções sobre ações contribuiu para a volatilidade no período da manhã.
O exercício de opções movimentou R$ 2,04 bilhões, sendo R$ 479,4 milhões em opções de compra e R$ 1,56 bilhão em opções de venda. As manifestações contra o governo Dilma Rousseff e suas repercussões foram acompanhadas de perto, mas não chegaram a ser influência significativa nos negócios, principalmente porque as atividades do Congresso serão iniciadas hoje.
Dólar
O dólar fechou estável, cotado a R$ 3,485. Entre a mínima e a máxima, oscilou de R$ 3,461 (-0,69%) a R$ 3,505 (+0,57%). A divisa iniciou o dia em alta, acompanhando a tendência internacional.
Juros
O mercado futuro de juros ajustou as taxas para cima ontem, em uma sessão marcada pela baixa liquidez.
As taxas operaram perto da estabilidade por toda a manhã, mas se descolaram do câmbio à tarde, passando a exibir alta nos vencimentos intermediários e longos. Segundo operadores, o avanço foi gerado por movimentos técnicos e pontuais. Nos negócios na BM&FBovespa O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,245%. O DI para janeiro de 2017 ficou com taxa de 13,89%, frente aos 13,88% anteriores. A taxa do vencimento de 2019 terminou o dia em 13,64%, ante os 13,54% da sexta-feira. Já a taxa do DI de janeiro de 2021 fechou em 13,56%, contra 13,45% do ajuste anterior.


