MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
A Bovespa emplacou ontem a quarta sessão consecutiva de perdas no Brasil, encerrando abaixo dos 48 mil pontos. Investidores - principalmente estrangeiros - deram continuidade ao movimento mais recente de venda de ações brasileiras, adotando uma postura mais cautelosa antes do fim de semana, quando ocorrem as manifestações contra o governo Dilma Rousseff. O Ibovespa cedeu 1,04% e encerrou na mínima de 47.508,40 pontos. Este é o menor patamar desde 30 de janeiro deste ano. Em quatro dias, acumulou perdas de 3,74% e, na semana, recuo de 2,20%. Na máxima de quinta-feira, a bolsa marcou 48.186 pontos (+0,37%). O giro financeiro foi contido ontem, somando apenas R$ 5,492 bilhões.
Dow Jones
Entre as blue chips, destaque para os recuos de Petrobras e Vale: o papel ON da estatal cedeu 2,17% e o PN teve baixa de 2,21%, enquanto a ação ON da mineradora caiu 1,52% e a PNA teve perda de 1,92%. Em Nova York, porém, o viés dos principais índices era de alta durante a tarde, o que ajudou a evitar perdas maiores da Bovespa. O índice Dow Jones subiu 0,40%, aos 17.477,40 pontos, o S&P 500 avançou 0,39%, aos 2.091,54 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,29%, aos 5.048,24 pontos.

Dólar
O dólar recuou ontem durante praticamente todo o dia ante o real, devolvendo boa parte do avanço visto na quinta-feira. Comentários do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sobre as reservas cambiais e as operações de swap reforçaram entre os investidores a leitura de que a instituição está atenta às cotações e pode, se preciso, atuar para conter a volatilidade. O dólar à vista de balcão encerrou em baixa de 0,66%, aos R$ 3,4850. Na semana, recuou 0,71% e, no mês, acumula alta de 1,99%. O giro à vista era bastante contido, de apenas US$ 328,8 milhões perto das 16 horas. No mercado futuro, o dólar para setembro, que encerra apenas às 18 horas, caía à tarde 1,02%, aos R$ 3,5035.
Juros
O recuo do dólar ante o real ontem contribuiu para a queda das taxas dos contratos futuros de juros pela manhã, mas à tarde elas se reaproximaram dos ajustes, com investidores se preparando para as manifestações do fim de semana. Mais do que os atos em si, os investidores estarão atentos a possíveis repercussões nos negócios na próxima semana. No fim da sessão regular, o DI para janeiro de 2016 marcava 14,245%, ante 14,250% de quinta-feira. O contrato para janeiro de 2017 apontava 13,88%, de 13,93% no ajuste de quinta-feira, e o contrato para janeiro de 2021 marcava 13,45%, de 13,44% de quinta-feira.


