Recuo
O relatório da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) sobre a Medida Provisória 675 empurrou ontem para baixo as ações dos bancos e influenciou o recuo da Bovespa. Assim, o principal índice da bolsa paulista renovou seu menor patamar desde março, a despeito da alta de Petrobras e Vale, influenciadas pelo exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa.

Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,39%, aos 48.388,04 pontos, menor nível desde os 48.293,40 pontos de 10 de março passado. Na mínima, marcou 48.028 pontos (-2,13%) e, na máxima, 49.064 (-0,02%). No mês, acumula -4,87% e, no ano, -3,24%. O giro financeiro totalizou R$ 17,515 bilhões, engordado pelo exercício.

CSLL
Desde cedo os rumores de que a senadora Gleisi Hoffmann elevaria mais do que o previsto a alíquota da CSLL cobrada dos bancos estava impactando nas ações do setor. A confirmação veio à tarde, quando esses papéis ampliaram ainda mais o sinal negativo e impediram a Bovespa de seguir a melhora de Wall Street.

Sobe e desce
Bradesco PN caiu 3,21%, Itaú Unibanco PN, 2,88%, BB ON, 4,42%, e Santander unit, 1,43%. Vale e Petrobras terminaram em alta. Vale ON, 1,72%, PNA, 1,64%, Petrobras ON, 0,55%, e PN, 0,51%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


EUA
Nos EUA, as bolsas subiram influenciadas pela recuperação do preço do petróleo e por causa das ações de tecnologia. O Dow Jones terminou a sessão estável, aos 17.402,51 pontos, o S&P teve alta de 0,10%, aos 2.086,05 pontos, e o Nasdaq registrou valorização de 0,15%, aos 5.044,39 pontos.

Dólar
O dólar à vista só repercutiu o relatório da Moody’s sobre o rating brasileiro e reagiu em baixa, movimento incentivado ainda por mais um dia de perdas do yuan ante o dólar e também por um clima mais ameno na seara política nacional.

Em baixa
O dólar comercial fechou a sessão em baixa de 0,77%, a R$ 3,4730. Na mínima, marcou R$ 3,4460 e, na máxima, R$ 3,5020. No mês, acumula alta de 1,64% e, no ano, de 30,81%. No futuro, o dólar para setembro registrava, às 16h35, retração de 0,34%, a R$ 3,4945. Ainda contribuiu com o movimento de queda o desempenho do fluxo cambial, que voltou a ficar positivo na semana encerrada em 7 de agosto. O resultado foi de +US$ 927 milhões, depois de ter fechado julho em - US$ 3,935 bilhões.

Juros
Ao término da sessão regular, o contrato para outubro de 2015 estava em 14,166%, de 14,186%. O contrato de janeiro de 2016 estava em 14,235%, de 14,27%, o de janeiro de 2017 marcava 13,87%, de 14,03%, e o janeiro de 2021 registrava 13,39%, de 13,60%.

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