MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Agência Estado 
Yuan
A Bovespa fechou em queda de 0,57% (aos 49.072,34 pontos) ontem marcada pela notícia da desvalorização de 1,9% do yuan chinês pelo Banco do Povo da China (PBoC). Já a revisão do rating do Brasil pela Moodys pegou a bolsa nos ajustes finais, mas conseguiu suavizar a queda da Bovespa. Na mínima do dia, a bolsa brasileira chegou a cair 2,12%, com grande influência de ações como Petrobras, Vale e Gerdau, em resposta à queda dos preços do petróleo e do minério de ferro.
Competitividade
A desvalorização do yuan teve por objetivo estimular a enfraquecida economia chinesa por meio do aumento da competitividade das exportações locais.
As principais bolsas da Europa encerraram o pregão em queda, pressionadas pelo anúncio da desvalorização. Com isso, o tão esperado acordo da Grécia com credores internacionais teve pouca influência nos negócios.
Rating
No fechamento dos negócios, a agência de classificação de risco Moodys anunciou o rebaixamento do rating brasileiro, de Baa2 para Baa3, e revistou a perspectiva de "negativa" para "estável". O mercado já esperava pelo rebaixamento - agora o Brasil está no último degrau antes de perder o grau de investimento -, mas temia que o outlook seguisse negativo, o que não aconteceu, o que ajudou a desacelerar as perdas do índice.

Dólar
Após a desvalorização de 1,9% do yuan frente ao dólar americano, no Brasil, a cotação à vista do dólar oscilou entre a mínima de R$ 3,459 (+0,26%) e a máxima de R$ 3,516 (+1,91%) e fechou em alta de 1,45%, cotado a R$ 3,50. Diante da agitação no cenário internacional, o ambiente político doméstico se manteve em segundo plano, embora monitorado de perto.
Juros
Em uma sessão de forte influência do cenário internacional, com dólar em alta e bolsas em baixa, o mercado futuro de juros encontrou espaço para ajustar as taxas para baixo. A desvalorização do câmbio da segunda maior economia do mundo deflagrou uma série de ajustes nos mercados. No caso dos títulos americanos, a queda das taxas refletiu a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter de adiar o início do ciclo de ajustes dos juros locais.
Taxas
No fim da tarde, o juro do T-Note de dois anos tinha taxa de 0,677%, enquanto a taxa do título de dez anos recuava para 2,138%. No fim da sessão regular, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2017 estava em 14,03%, contra 14,15% do ajuste de anteontem. Já a taxa do DI de janeiro de 2019 estava em 13,72%, ante 13,82%, enquanto o DI de janeiro de 2021 terminou o dia com 13,60%, ante 13,66%.


