Ibovespa
Ao terminar o dia em alta, a Bovespa recuperou ontem parte da queda que havia registrado na última sexta-feira.
O clima mais tranquilo no exterior, com a expectativa de medidas de estímulo na China e a alta das bolsas nos EUA, favoreceu uma recuperação bastante disseminada pelas ações que compõem o Ibovespa. A bolsa paulista terminou a sessão em alta de 1,60%, aos 49.353,00 pontos. Na mínima, ficou estável aos 48.578 pontos e, na máxima, marcou 49.512 pontos (+1,92%). No mês, acumula perda de 2,97% e, no ano, de 1,31%. O giro financeiro totalizou R$ 5,467 bilhões. Os agentes apenas monitoraram o noticiário político, ontem bastante mais tranquilo do que o da última sexta-feira. O destaque foi o encontro do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Agenda estruturante
Segundo Levy, o governo desenvolverá nos próximos dias uma agenda estruturante, com medidas para a economia no médio prazo a serem apresentadas ao Congresso Nacional.
Os senadores pressionam por uma agenda "pós-ajuste", mas sinalizaram a votação do projeto que reduz a desoneração da folha de pagamentos. "Tenho a avaliação de que deve ser encontrado o encaminhamento para a desoneração. Vamos ver", disse. Para o senador Romero Jucá, o Senado vai apresentar, em até 20 dias, medidas para um horizonte econômico, com o objetivo de restaurar a rota do crescimento no País.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Petróleo
Sem nada mais bombástico, a Bovespa ficou mais livre para subir na sessão, acompanhando o sinal positivo do exterior, que teve origem na China. Os dados mais fracos conhecidos no país levaram ao aumento das especulações sobre medidas de estímulo e favoreceram o desempenho das commodities. O petróleo, por exemplo, teve ganho de 2,48%, a US$ 44,96.

Dow Jones
Nos EUA, as bolsas também subiram: o Dow Jones terminou a sessão em alta de 1,39%, aos 17.615,17 pontos, o S&P 500 avançou 1,28%, aos 2.104,18 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,16%, aos 5.101,80 pontos.

Petrobras
Na Bovespa, Petrobras ON subiu 3,77%, PN, 2,68%, Vale ON, 5,05%, e PNA, 3,62%. Bradesco PN, +1,19%, Itaú Unibanco PN, 1,31%, BB ON, +2,64%, e Santander unit, 0,91%.

Dólar
O cenário político local menos tenso de agenda esvaziada abriu espaço para realização de lucros no mercado de câmbio. O dólar fechou abaixo de R$ 3,50, na medida em que cessaram, por ora, novidades negativas do noticiário em Brasília e o governo parece estar se mobilizando em torno da recuperação da governabilidade. O dólar começou o dia em alta ante o real, mas ainda pela manhã virou para baixo e o sinal negativo perdurou até o fechamento. A moeda à vista negociada no balcão caiu 1,71%, para R$ 3,4500, fechando na mínima do dia. Na máxima, logo após a abertura, chegou a subir 0,43%, a R 3,5250. Nessas duas sessões seguidas de queda, apurou declínio de 2,43% ante o real. O dólar para setembro, às 16h34, cedia 1,67%, a R$ 3,4760.

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