Perdas
A Bovespa registrou perdas consistentes na sessão de ontem, bem maiores que as vistas em Nova York. Os investidores deram ênfase ao risco político, intensificado ao longo desta semana, e venderam ações antes do fim de semana para evitar surpresas. Papéis importantes, como os de Petrobras, também cederam e prejudicaram a Bolsa brasileira.

Ibovespa
O Ibovespa terminou em baixa de 2,87%, aos 48.577,32 pontos. Este é o menor patamar para a Bolsa desde 16 de março. Na semana, acumulou perdas de 4,50% e, no ano, recuo de 2,86%. O giro financeiro foi de R$ 5,94 bilhões.
Da carteira do Ibovespa, apenas três papéis subiram.

Crise
A crise política em Brasília foi o principal fator citado pelos operadores para justificar a venda de ações. Notícias de que o vice-presidente Michel Temer teria pedido à presidente Dilma Rousseff para deixar a coordenação política trouxeram certo estresse para os negócios.

Impeachment
Durante a tarde, em meio ao avanço mais recente das apostas de que Dilma pode, de fato, enfrentar um processo de impeachment no Congresso, a presidente partiu para o contra-ataque. Durante evento, ela afirmou que o voto é a fonte de sua legitimidade e que ninguém tirará esta legitimidade.

Em queda
Ainda assim, os investidores em Bolsa julgaram ser melhor reduzir a exposição em ações de companhias brasileiras, em função do cenário turbulento. Os papéis da Vale caíram 5,92% a ON e 4,85% a PN, enquanto Petrobras ON despencou 7,42% e PN recuou 6,10%.

Exterior
No exterior, o destaque foi a divulgação do payroll, que reforçou as apostas de início do aperto monetário do país em breve. As bolsas terminaram em queda, mas, apesar disso, a influência sobre a Bovespa foi secundária. O Dow Jones caiu 0,27%, aos 17.373,38 pontos, S&P caiu 0,29%, aos 2.077,59 pontos, e o Nasdaq recuou 0,26%, aos 5.043,54 pontos. Na semana, caíram 1,79%, 1,25% e 1,65%.

Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI para outubro de 2015 marcava 14,250%, de 14,244% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 apontava 14,48%, de 14,39% na véspera. O DI para janeiro de 2017 mostrava 14,31%, de 14,20% no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2019 estava em 14,00%, de 13,85%. E o DI para janeiro de 2021 indicava 13,81%, de 13,69%.

Dólar
Após o dólar ter subido por seis sessões consecutivas no Brasil, o Banco Central anunciou a elevação do montante oferecido nos leilões de swap para rolagem dos contratos de setembro. Isso levou o dólar fechar em baixa ante o real, mas ainda assim cotado acima dos R$ 3,50.

Cotação
O dólar à vista de balcão encerrou em baixa de 0,74%, aos R$ 3,5100. Na semana, porém, acumulou alta de 2,72%. No mercado futuro, que fecha apenas às 18 horas, o dólar para setembro tinha baixa de 0,92%, aos R$ 3,5355.

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