MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de agosto de 2015
Agência Estado 
Ajuste
O mercado de ações promoveu ontem um ajuste e a Bovespa fechou em alta de 0,46%, aos 50.287,27 pontos, com R$ 5,152 bilhões negociados. A alta interrompeu uma sequência de duas quedas seguidas e ocorreu a despeito de mais uma alta do dólar e da queda das ações da Petrobras. Entre a máxima e a mínima, oscilou de 50.067 pontos (+0,02%) a 50.853 pontos (+1,59%).
Origem externa
A melhora do cenário externo foi fundamental. O noticiário na China, com a melhora no PMI de serviços e o avanço de 2,5% do preço do minério de ferro, para US$ 56,4 a tonelada seca, estimularam as ações de mineradoras europeias, o que influenciou também os papéis da Vale e de siderúrgicas no mercado brasileiro.
Diferenças
Nesse cenário, Vale ON teve valorização de 5,03% (cotada a R$ 19,01) e Vale PNA, de 3,92% (a R$ 15,39). Na mesma linha estiveram os papéis de Gerdau metalúrgica PN, que fecharam com alta de 5,57%.
Já as ações da Petrobras andaram na contramão e terminaram com baixa significativa, limitando o avanço do Ibovespa. Petrobras PN acabou o dia com perda de 1,67% (a R$ 10,01) e Petrobras ON recuou 1,08% (a R$ 10,99). Pesou para as ações da Petrobras os números dos estoques de petróleo dos Estados Unidos, que recuaram e mostraram um aumento na comercialização da gasolina, outro fator indicativo de aquecimento econômico, que remete à alta de juros naquele país.

Nos EUA
As bolsas americanas operaram o dia todo com oscilações tímidas, com o mercado repercutindo questões internas. Às 17h30, o índice Dow Jones recuava 0,06%, aos 17.540,47. Já o S&P 500 subia 0,31%, com 2.099,84 pontos.
Efeito político
O cenário político e as incertezas quanto ao sucesso do governo nas negociações com o Congresso foram determinantes para um resultado negativo no câmbio e no mercado futuro de juros.
O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em outubro de 2015 fechou com taxa de 14,18% ao ano, contra 14,17% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 teve a taxa elevada de 14,22% para 14,24%, enquanto o vencimento de janeiro de 2017 avançou de 13,60% para 13,76%. O DI para janeiro de 2019 ficou com taxa de 13,31%, frente aos 13,08% do ajuste anterior.
Dólar
Na quinta sessão consecutiva de valorização frente ao real, o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,489, com alta de 0,84%. É a maior cotação desde 10 de março de 2003. O dia foi de valorização da moeda americana também no mercado internacional. Às 16h51, o dólar futuro subia 0,53%, cotado a R$ 3,520.


