Desceu
Ibovespa
Subiu
Dólar

Pressão
A Bovespa operou em baixa durante toda a sessão, pressionada, sobretudo, pelo tombo de Petrobras e Bradesco. Dados fracos da China prejudicaram o desempenho das commodities, entre elas o petróleo, afetando o preço das ações das empresas do setor em Wall Street e também na Bovespa. Do lado político, pressionou o fim do recesso parlamentar, com a expectativa de votação de temas delicados ao governo, somado à nova etapa da operação Lava Jato, chamada de Pixuleco.

Giro
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,43%, aos 50.138,04 pontos. Na mínima, bateu em 50.054 pontos (-1,59%) e, na máxima, ficou estável aos 50.867 pontos. No ano até ontem, acumula pequena alta de 0,26%. O giro financeiro totalizou R$ 5,16 bilhões. As ações da Petrobras ontem estiveram em destaque de baixa do Ibovespa, seguindo suas pares internacionais em dia de forte recuo do preço do petróleo. A ação ON cedeu -5,18%, a segunda maior queda do Ibovespa, e a PN recuou 4,57%.

Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro perdeu 4,14% de seu valor, a US$ 45,17, pressionado pelos temores com o crescimento global e excesso de oferta. Os dados da China ofuscaram o aumento do preço do minério de ferro, de 4,5% em relação à última sexta-feira, para US$ 55,3 a tonelada seca, e levaram as ações da Vale para baixo. Vale ON terminou com desvalorização de 1,57% na ON e de 1,84% na PNA.

Compra
Nos EUA, o Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,52%, S&P recuou 0,28%, e o Nasdaq perdeu 0,37%. Bradesco ON fechou em queda de 0,94% e Bradesco PN, de 3,12%, após a confirmação da compra da unidade brasileira do HSBC por US$ 5,2 bilhões (R$ 17,6 bilhões).

Dólar
O dólar à vista encerrou em R$ 3,4510 (+1,00%), entre a máxima de R$ 3,4590 (+1,23%) e a mínima de R$ 3,4320 (+0,44%). É a terceira sessão seguida de alta, período em que subiu 3,63% ante o real. O volume era de apenas US$ 503 milhões perto das 16h30. O dólar para setembro subia 0,82%, a R$ 3,485.

Taxa de juros
Ao término da sessão regular da BM&FBovespa, os principais contratos estavam nas máximas: o DI janeiro de 2016 projetava 14,23%, de 14,19% no ajuste de sexta-feira; o DI janeiro de 2017 fechou em 13,60%, de 13,43%, e o DI janeiro de 2021 encerrou em 12,99%, de 12,79% no ajuste. O sinal era inverso ao do juro da T-Note de dez anos, que estava em 2,145%, de 2,188% no final da tarde de sexta-feira. O dólar à vista encerrou em R$ 3,4510 (+1,00%).
(Agência Estado)

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