Compra
Após o recuo visto na quinta-feira, a Bovespa retomou o movimento de alta mais recente, visto também na terça e na quarta-feira. Investidores estrangeiros foram novamente responsáveis pelo avanço da Bolsa brasileira, comprando ações no encerramento deste mês de julho. O Ibovespa subiu 1,94%, aos 50.864 pontos, acumulando na semana ganhos de 3,29%.
No mês, marcado por uma bateria de notícias ruins, a Bovespa cedeu 4,17% e, no ano, acumula alta de 1,72%.

Mau resultado
Entre os fatores que contribuíram para o mau resultado mensal da Bovespa estiveram as disputas políticas entre o Planalto e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, as mudanças nas metas fiscais de 2015, 2016 e 2017 e o rebaixamento da perspectiva de crédito do País pela Standard & Poor’s (S&P). Ao mesmo tempo, estes eventos pressionaram os preços das ações que, nesta semana, atraíram compras por parte de estrangeiros.

Banco Central
O principal destaque doméstico de ontem foi ruim, mas não chegou a fazer preço nas ações. O Banco Central anunciou o deficit do setor público consolidado, que foi o pior resultado para o mês da série histórica. O resultado foi um deficit primário de R$ 9,323 bilhões. No semestre, há um superavit de R$ 16,224 bilhões, equivalente a 0,57% do PIB. Para o ano, a meta é de 0,15% do PIB. Petrobras ON terminou o dia em alta de 0,52% e a PN subiu 0,29%. Vale ON avançou 2,41% e Vale PNA teve alta de 1,67%.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


EUA
Os índices acionários norte-americanos de ontem ficaram na contramão, em queda. À tarde, o presidente do Federal Reserve de Saint Louis, James Bullard, afirmou que o BC dos EUA pode elevar os juros em setembro, já que os dados do PIB do segundo trimestre apoiam essa previsão. O Dow Jones cedeu 0,31%, aos 17.690 pontos, o S&P 500 teve baixa de 0,22%, aos 2.103 pontos, e o Nasdaq recuou 0,01%, aos 5.128 pontos.

Taxa de juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI para outubro de 2015 14,162%, de 14,170% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 apontava 14,19%, de 14,18% na véspera. O DI para janeiro de 2017 mostrava 13,43%, de 13,52% no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2019 estava em 12,83%, de 12,85%. E o DI para janeiro de 2021 indicava 12,79%, de 12,85% anteontem.

Dólar
O dólar à vista de balcão fechou em alta de 1,09%, aos R$ 3,4170, no maior patamar desde 20 de março de 2003, quando encerrou aos R$ 3,480. Neste mês de julho, o dólar acumulou ganhos de 9,91% ante o real. No ano, já dispara 28,70%.

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