MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Agência Estado 
Desvalorização
O noticiário doméstico trouxe poucas novidades ontem, abrindo espaço para as ações replicarem o comportamento das bolsas internacionais e caírem. A China foi o mote dos mercados para a onda de desvalorização que varreu os índices acionários pelo globo, levando a Bolsa paulista para sua sétima sessão consecutiva de perdas.
Giro
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 1,04%, aos 48.735,54 pontos, menor nível desde 13 de março de 2015 (48.595,81 pontos). Na mínima, bateu em 48.640 pontos (-1,23%) e, na máxima, em 49.298 pontos (+0,11%). No mês, cai 8,18% e, no ano, 2,54%. Nestes sete pregões no vermelho, acumulou -8,16%. O giro financeiro totalizou R$ 5,905 bilhões.
Internacional
O desempenho do mercado chinês afetou as bolsas europeias, que também terminaram com forte queda, da mesma forma que as norte-americanas. Em Wall Street, o Dow Jones fechou em baixa de 0,73%, aos 17.440,59 pontos, o S&P 500 caiu 0,58%, aos 2.067,64 pontos, e o Nasdaq recuou 0,96%, aos 5.039,78 pontos. Os indicadores conhecidos nos EUA não influenciaram o mercado acionário do país.

Virada
As ações da Vale, que operaram em alta a maior parte do dia, acompanhando a valorização do minério de ferro logo cedo, acabaram virando e caindo. A ON perdeu 0,18% e a PNA, 0,21%. Siderúrgicas já trabalharam com forte queda a sessão toda: Gerdau PN, -3,94%, Metalúrgica Gerdau PN, -6,04%, Usiminas PNA, -2,60%, e CSN ON, -4,52%.
Petróleo
Petrobras, afetada pelo recuo do preço do petróleo e pela operação Lava Jato, que agora chegou à Braskem, terminou em queda de 6,04% na ON e de 5,28% na PN, ambas na mínima. Braskem PNA, com -10,12%, liderou as perdas do Ibovespa nesta sessão. A queda foi motivada pela denúncia do Ministério Público Federal de que a Petrobras teria amargado perda de R$ 6 bilhões no contrato de nafta para a Braskem.
Taxa de juros
Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 fechou em 14,30%, de 14,29% no ajuste anterior; o DI janeiro de 20147 passou de 13,87% para 13,88%. O DI janeiro de 2021 ficou em 12,98%, de 13,02% no ajuste da sexta-feira.
Dólar
Na sequência do movimento da semana passada, o dólar continuou subindo ante o real ontem pela quarta sessão seguida, período em que o avanço acumulado chega a 6,09%. O dólar à vista subiu 0,36%, para R$ 3,3610 - maior preço desde 28 de março de 2003 (R$ 3,3630). Na mínima, caiu 0,09%, aos R$ 3,3460, e, na máxima, superou R$ 3,38, aos R$ 3,3810 (+0,96%).


