Nova queda
O Ibovespa completou ontem a terceira sessão seguida de baixa, período no qual caiu 3%, na esteira da piora das bolsas norte-americanas. O principal índice à vista terminou a sessão em queda de 0,24%, aos 51.474,28 pontos, o menor nível desde 31 de março (51.150,16 pontos). Na mínima do dia, marcou 51.244 pontos (-0,69%) e, na máxima, 51.998 pontos (+0,77%). No mês, acumula baixa de 3,03%. No ano, ainda sobe, 2,93%. O giro financeiro totalizou R$ 4,925 bilhões.

Efeito EUA
A Bolsa titubeou pela manhã, mas se manteve em alta a maior parte do tempo, recompondo um pouco das perdas dos últimos dias em um pregão de agenda esvaziada no Brasil e no exterior e com o noticiário político mais ameno. No começo da tarde, o índice perdeu força e virou para baixo, situação na qual permaneceu devido às bolsas norte-americanas. O Dow Jones caiu 1%, aos 17.919,29 pontos, o S&P 500, 0,43%, aos 2.119,21 pontos, e o Nasdaq, 0,21%, para 5.208,12 pontos.

Interesse estrangeiro
A baixa das ações ocorreu a despeito do fluxo comprador de estrangeiro na Bovespa. Mesmo assim, Petrobras devolveu a alta de mais cedo e passou a ficar no vermelho. A ação ON recuou 0,08% e a PN, 0,19%.

Sustentação
Vale, por sua vez, sustentou a valorização, após medidas da China para estabilizar os mercados acionários e com uma alta do preço do minério de ferro no mercado à vista. Vale ON terminou em 1,39% e a PNA, em 1,46%.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Setor financeiro
Bradesco PN caiu 0,89% e a ON, 0,40%. O banco negocia com exclusividade a compra do HSBC. Itaú Unibanco PN terminou em queda de 0,84%, BB ON, de 0,14%, e Santander unit, de 1,76%.

Dólar
O dólar fechou em queda ante o real, depois de contar com três altas consecutivas nos últimos dias. À vista no balcão fechou em baixa de 0,97%, a R$ 3,1680. O volume no segmento à vista era de US$ 976 milhões perto das 16h30. No segmento futuro, o dólar para agosto caía 0,98%, a R$ 3,181, às 16h25.

Juros
A curva longa de juros devolveu prêmios, levando as taxas a encerrarem em queda, enquanto os contratos de curto e médio prazos fecharam perto dos ajustes anteriores, após terem recuado na sessão de ontem. Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 marcava 13,99%, estável ante o ajuste de ontem. Também fechou igual ao ajuste anterior o DI janeiro de 2017, em 13,33%. O DI janeiro de 2021 caiu a 12,35%, de 12,52%.

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