MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Agência Estado 
Tensão
A tensão política acirrada pelo rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), com o governo da presidente Dilma Rousseff continuou contaminando o mercado de renda variável ontem, em especial aqueles papéis vistos como mais ligados ao governo, como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil. Com isso, a Bovespa terminou no menor patamar em quase quatro meses.
Queda
O Ibovespa acabou com queda de 1,42%, aos 51.600,07 pontos, o menor nível desde 31 de março. Ao longo da sessão, oscilou entre a mínima de 51.525,45 pontos (-1,56%) e a máxima de 52.423,68 pontos (+0,16%). O giro ficou em R$ 6,87 bilhões, sendo R$ 2,052 bilhões em função do vencimento das opções de ações. Entre as blue chips, Petrobras perdeu 6,02% na ON e 5,35% na PN, e os bancos também fecharam em baixa (Bradesco PN -1,81% e Itaú -0,61%). BB teve retração de 2,52% e Eletrobras também foi penalizada (ON -2,41% e PN -1,63%).
Tempestade
A Petrobras sofreu ontem com uma tempestade quase perfeita. O petróleo na Nymex perdeu 1,45%, fechando a US$ 50,15 o barril, o menor nível desde 2 de abril. Os papéis também perderam suportes técnicos importantes, além de serem alvo de venda por parte dos estrangeiros. Nervosos com a crise política, os "gringos" aproveitam a liquidez de Petrobras como uma porta de saída.

Ação coletiva
A Eletrobras é pressionada pela intenção do escritório The Rosen Law Firm, com sede em Nova York, de abrir uma ação coletiva contra a companhia nos Estados Unidos, em função das possíveis perdas reveladas pela Operação Lava Jato. Vale foi beneficiada pela alta de 3,8% no preço do minério de ferro no mercado à vista chinês, para US$ 51,9 a tonelada. Os papéis subiram durante boa parte da sessão, mas não resistiram à fraqueza generalizada do mercado.
Dólar
O dólar subiu pela terceira sessão consecutiva. O dólar à vista fechou em R$ 3,199, com alta de 0,22%, a terceira consecutiva. Oscilou da mínima de R$ 3,1910 (-0,03%) à máxima de R$ 3,2240 (+1,00%). O volume do segmento à vista era de US$ 906 milhões aproximadamente perto das 16h30 de ontem. No mercado futuro, às 16h31, o dólar para agosto subia 0,28%, a R$ 3,213.
Taxa de juros
Ao término da sessão regular na BM&F, o DI janeiro de 2016 fechou em 13,99%, de 14,02% no ajuste da sexta-feira, e o DI janeiro de 2017 caiu de 13,45% para 13,33%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 encerrou em 12,52%, de 12,62% no ajuste da sexta.


