MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Agência Estado 
Bastidores
A Bovespa deixou de lado ontem o cenário internacional e reagiu, principalmente, às disputas que ocorrem nos bastidores de Brasília. O rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o Planalto coloca em risco, na visão dos investidores, o ajuste fiscal e a própria governabilidade do País. Em reação, quase todas as ações do Ibovespa recuaram, em meio a forte movimento de vendas.
Giro
O índice à vista fechou em queda de 1,37%, aos 52.341,80 pontos, abaixo dos 53 mil pontos. Na semana, a Bolsa recuou 0,47% e, no mês, acumula queda de 1,39%. Na máxima da sessão, o Ibovespa chegou a subir, aos 53.310 pontos (+0,45%) e, na mínima, atingiu 52.221 pontos (-1,60%). O giro financeiro foi pequeno, de apenas R$ 4,754 bilhões.
Dados
Os dados divulgados na última hora antes do fechamento do Ibovespa não chegaram a fazer preço, mas reforçam o que o mercado tem se deparado no dia a dia: a debilidade da economia brasileira e a dificuldade em fazer o ajuste fiscal, em parte por causa da estagnação do País.
Os investidores preferiram vender ações: Petrobras ON caiu 4,90%, Petrobras PN recuou 4,36%, Vale ON cedeu 1,08% e Vale PNA teve baixa de 1,55%.

Dólar
A ampliação do risco político atingiu em cheio os mercados financeiros. O dólar, que já subia desde cedo, chegou a ser cotado acima dos R$ 3,20 no balcão, para depois encerrar nos R$ 3,1920, em alta de 1,24%. O giro no mercado à vista de câmbio, perto das 16h30, somava US$ 1,360 bilhão. Na cotação mínima do dia, vista às 9h25, a moeda marcou R$ 3,1580 (+0,16%). Naquele momento, a moeda reagia ao mal-estar com a denúncia de que Cunha teria recebido US$ 5 milhões de propina. Além disso, o viés para o dólar no exterior também era de alta.
Taxa de juros
As taxas dos contratos futuros de juros com prazos curtos terminaram ontem em leve baixa, reagindo principalmente aos números do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br). Já os juros longos encerraram com ganhos ante os patamares de ontem, em meio à crise política e a movimentos técnicos. No fim da sessão regular, a taxa do DI para outubro de 2015 estava em 13,960%, ante 13,965% no ajuste de anteontem. A taxa do contrato para janeiro de 2016 ficou em 14,02%, ante 14,05% no ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, o DI para janeiro de 2017 fechou a 13,45%, ante 13,54%, e o vencimento para janeiro de 2021 marcava 12,62%, ante 12,61%.
Europa
As principais bolsas da Europa fecharam sem orientação definida. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,31%, a 6.775,08 pontos. Na zona do euro, o CAC 40, em Paris, teve alta de 0,06%, a 5.124,39 pontos, enquanto, em Frankfurt, o DAX 30 recuou 0,37%, a 11.673,42 pontos.


