MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Agência Estado 
Retração
A Bovespa não conseguiu sustentar o patamar de 53 mil pontos das duas últimas sessões e voltou a fechar ontem em baixa, pressionada pelas incertezas sobre o cenário doméstico. O Ibovespa terminou em baixa de 0,63%, aos 52.902,28 pontos, com volume de R$ 5,017 bilhões. A máxima foi de 53.334 pontos (+0,18%) e a mínima, de 52.790 pontos (-0,84%). Em julho, o índice acumula queda de 0,33% e, em 2015, alta de 5,79%.
Cenário
O quadro político segue inspirando cautela nos agentes, em tempos de visita da equipe da Moodys que vai colher informações para balizar a decisão sobre o rating brasileiro. É esperada uma redução da nota brasileira, a questão é saber se a perspectiva continuará ou não negativa.
Petróleo
Petrobras terminou em queda de 2,44% na ON e de 1,67% a PN, pressionada pelo fechamento em queda do petróleo. Na Nymex, a commodity perdeu 3,07% de seu valor, para U$ 51,41, no menor preço desde 9 de abril.
Apesar da China
Vale também caiu, apesar da alta do preço do minério e dos indicadores mais fortes na China. A ação ON recuou 3,98% e a PNA, 2,42%, ambas na mínima. No segundo trimestre, a economia da China cresceu 7% na comparação anual, acima das expectativas dos analistas de 6,8%.
Nos EUA
As bolsas norte-americanas tiveram um início volátil, contrapondo dados mais firmes da economia dos EUA e ao mesmo tempo o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen. Ela reiterou, na Câmara dos Representantes, que as condições econômicas locais justificarão elevar os juros neste ano. O Dow Jones perdeu 0,02%, aos 18.050,17 pontos, o S&P teve baixa de 0,07%, aos 2.107,40 pontos e o Nasdaq recuou 0,12%, aos 5.09894 pontos.
Dólar
O dólar teve um pregão marcado pela volatilidade e terminou a sessão em baixa de 0,16%, a R$ 3,1330. Na mínima, marcou R$ 3,1320 e, na máxima, R$ 3,1620. No mês, acumula alta de 0,77% e, no ano, de 18%. No mercado futuro, o dólar para agosto registrava perda de 0,16%, a R$ 3,1535.
Taxa de juros
Os dados da arrecadação de junho impediram um avanço maior das taxas curtas e intermediárias de juros, enquanto as de prazo mais longo longa caíram à tarde. A arrecadação de tributos e contribuições federais somou R$ 97,091 bilhões no mês, o que representa uma queda real de 2,44% na comparação com o mesmo período de 2014. Com relação a maio, o resultado teve aumento de 5,03%. Os dados da Receita impediram um avanço maior dos juros curtos e intermediários, que passaram grande parte da sessão pressionados pelas incertezas políticas e fiscais do País. O contrato do DI para outubro de 2015 fechou em 13,967%, de 13,959% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2016 terminou em 14,04%, igual ao ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 terminou em 12,56% de 12,59% na véspera.


