Efeito Grécia
A Bovespa acompanhou o mau humor externo em função da Grécia e fechou no nível de 51 mil pontos pela primeira vez desde 31 de março, com uma queda mais pronunciada do que a vista nas bolsas norte-americanas. O recuo ocorreu mesmo tendo havido fluxo estrangeiro na compra. Petrobras e Vale, prejudicadas pelos recuos do petróleo e do minério, terminaram com perdas e pressionaram o índice, da mesma forma que Bradesco e Itaú.

Queda
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,70%, aos 52.149,37 pontos, menor patamar desde 31 de março, quando fechou em 51.150,16 pontos. Na mínima da sessão, marcou 51.683 (-1,59%) e, na máxima, 52.679 pontos (+0,30%). No mês, acumula perda de 1,75% e, no ano, alta de 4,28%. O giro financeiro totalizou R$ 5,375 bilhões.

Papeis
Na Bovespa, Petrobras teve hoje fluxo comprador de estrangeiro, mas caiu seguindo o tombo do petróleo lá fora. Na Nymex, a commodity perdeu 7,73% de seu valor. Petrobras ON terminou em baixa de 0,77% e a PN, de 2,13%. Vale ON, -0,17% e Vale PNA, -1,71%. Siderúrgicas, por outro lado, subiram com cobertura de posições vendidas. Gerdau PN, +2,25%, Metalúrgica Gerdau PN, +0,72%, Usiminas PNA, +3,72%, CSN ON, +2,10%. No setor financeiro, Bradesco PN, -1,82%, Itaú Unibanco PN, -1,71%. Santander Unit recuou 0,24%. BB ON subiu 0,76%.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Europa
As bolsas europeias fecharam com fortes perdas e as norte-americanas também passaram o dia no vermelho, diante do temor dos agentes de que a Grécia saia da zona do euro. O Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,26%, aos 17.683,58 pontos, o S&P 500 encerrou em baixa de 0,39%, aos 2.068,76 pontos, e o Nasdaq, de 0,34%, aos 4.991,94 pontos.

Dólar
Após a população grega ter rejeitado no plebiscito, as condições impostas pelos credores para um acordo, os ativos globais passaram por uma correção diante do aumento da possibilidade da Grécia sair da zona do euro. O dólar à vista fechou em R$ 3,1490 (+0,41%) no balcão, tendo oscilado da máxima de R$ 3,1510 à mínima de R$ 3,1320. O volume, às 16h44, era de apenas US$ 578 milhões no segmento à vista. O dólar para agosto subia 0,35%, aos R$ 3,1750.

Taxa de juros
Os ativos globais passaram por uma correção diante do aumento da possibilidade da Grécia sair da zona do euro. Os juros futuros avançaram refletindo a busca por segurança do investidor, mas o dia foi de liquidez fraca.

DI
Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o DI janeiro de 2016 fechou em 14,16%, de 14,14% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2017, em 13,75%, de 13,72% no ajuste de sexta-feira. O DI janeiro de 2021 subiu de 12,58% para 12,66%. O dólar à vista fechou em R$ 3,1490 (+0,41%) no balcão.

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