Pior giro
A Bovespa recuou durante toda a sessão de ontem, em um dia marcado pela liquidez reduzida e pelas preocupações sobre o futuro da Grécia na zona do euro. Sem uma definição sobre o acordo do país com seus credores, os investidores preferiram vender ativos de maior risco, como as ações. O Ibovespa cedeu 1,10%, aos 52.519,40 pontos. Na semana, o índice recuou 2,77% e no mês, até agora, acumula baixa de 1,06%. O giro financeiro foi de apenas R$ 2,898 bilhões, em função do feriado nos EUA, que manteve as bolsas e o mercado de títulos fechado. Foi o pior giro desde 26 de dezembro do ano passado, logo após o Natal.

Despencou
Os papéis ON da Petrobras despencaram 5,06% e os PN caíram 4,63%, com o recuo do petróleo em Londres e notícias de que a Polícia Federal calcula em R$ 19 bilhões os prejuízos da estatal em desvios investigados pela Lava Jato. Vale ON caiu 2,16% e Vale PNA teve baixa de 1,95%, em sintonia com o recuo do minério de ferro no exterior e após a divulgação de dados considerados ruins da economia da China - um dos grandes compradores globais de minério de ferro.

Dólar
O dólar encontrou na sexta-feira suporte no exterior e no próprio Brasil para subir ante o real durante toda a sessão. A decisão de anteontem do Banco Central, de reduzir a rolagem dos contratos de swap que vencem em agosto, trazia um viés de alta para a moeda americana, assim como a cautela em relação à situação grega antes do fim de semana e os números ruins divulgados na China.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Valores
O dólar à vista de balcão fechou em alta de 1,23%, aos R$ 3,1360. Na semana, a moeda americana acumulou avanço de 0,26%. No mercado futuro, a moeda para julho - que encerra apenas às 18 horas - avançava 1,21% por volta das 16h45, aos R$ 3,1680.

Taxa de Juros
As taxas dos contratos futuros de juros com prazos curtos terminaram a sexta-feira em queda, com os investidores ainda operando em função de declarações mais recentes de autoridades do Banco Central. A alta firme do dólar ante o real, no entanto, sustentou as taxas entre os vencimentos mais longos em patamares próximos dos ajustes de ontem. E a cautela com a situação grega também contribuiu para isso.

Contratos
No fim da sessão regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para outubro de 2015 estava em 14,000%, ante 14,010% de anteontem. O contrato para janeiro de 2016 indicou 14,14%, ante 14,17%, enquanto o DI para janeiro de 2017 marcou 13,72%, ante 13,82%. Na ponta longa, o contrato para janeiro de 2021 indicou taxa de 12,58%, ante 12,59%.

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