MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de julho de 2015
Agência Estado 
Quadro político
A Bovespa não conseguiu sustentar os ganhos exibidos pela manhã e passou a tarde toda em baixa, puxada pelo recuo das principais ações do índice, sobretudo Petrobras e siderúrgicas. O quadro político delicado também inspirou cautela nos agentes, que se ressentem ainda de um fluxo menor por causa das férias no Hemisfério Norte.
Em baixa
O Ibovespa terminou a sessão de ontem em baixa de 0,61%, aos 52.757,53 pontos - menor nível desde o dia 1º de abril (52.321,76 pontos). Na mínima, marcou 52.603 pontos (-0,90%) e, na máxima, 53.456 pontos (+0,71%). No ano até hoje acumula ganho de 5,50%. O giro financeiro totalizou R$ 5,791 bilhões.
Petróleo
As ações da Petrobras foram o destaque do pregão, penalizadas pelo recuo de 4,22% do preço do petróleo na Nymex, ontem, para o menor preço desde 22 de abril, a US$ 56,96 o barril. A commodity reagiu ao aumento dos estoques norte-americanos na última semana. Petrobras ON recuou 3,64% e Petrobras PN, 4,17%. Gerdau PN, -4,14%, Metalúrgica Gerdau PN, -5,65%, Usiminas PNA, -0,73%, CSN ON, -1,16%. Vale ON, -0,98%, Vale PNA, -1,03%, Bradesco PN, -0,46%, Itaú Unibanco PN, +0,56%, BB ON, -1,28%, Santander unit, -1,48%.

EUA
Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,79%, aos 17.757,91 pontos, o S&P 500 avançou 0,69%, aos 2.077,42 pontos, e o Nasdaq terminou com ganho de 0,53%, aos 5.013,12 pontos.
Dólar
O dólar exibiu uma trajetória firme de elevação na sessão de ontem, após duas quedas seguidas e depois de ter fechado junho num patamar menor do que o do final de maio. A alta foi sustentada pelo comportamento da moeda no exterior, após dados fortes do mercado de trabalho norte-americano. O dólar balcão terminou com valorização de 1,13%, a R$ 3,1440, na máxima. Na mínima, marcou R$ 3,098. No ano até hoje, tem alta acumulada em 18,42%. No mercado futuro, a moeda para agosto marcava ganho de 1,19%, a R$ 3,1765.
Taxa de juros
Os juros subiram praticamente o dia todo, pressionados pelo dólar e pela alta dos juros dos Treasuries, em razão dos dados fortes da economia norte-americana. A situação grega e a política doméstica também influenciaram as taxas. A taxa do DI para outubro de 2015 fechou em 14,045%, de 14,03% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 terminou em 14,27%, de 14,24%, o de janeiro de 2017 ficou em 14,02%, de 13,94% anteontem, enquanto o de janeiro de 2021 ficou em 12,75%, de 12,68% na véspera.


