Mau humor
A Bovespa sucumbiu ontem ao mau humor internacional por causa da situação indefinida da Grécia, mais perto de declarar default de sua dívida, e terminou em baixa, no menor nível desde o último dia 9. No começo da sessão, Petrobras aliviou as perdas, mas o sinal das ações virou e a forte queda que se seguiu também pressionou o desempenho geral do Ibovespa.

Em baixa
A bolsa paulista terminou o dia em baixa de 1,86%, aos 53.014,21 pontos. Na mínima, marcou 52.647 pontos (-2,54%) e, na máxima, 54.013 pontos (-0,01%). No mês, acumula ganho de 0,48% e, no ano, de 6,01%. O giro financeiro totalizou R$ 5,073 bilhões. O principal assunto do dia foi a situação grega, onde o governo de Atenas resolveu marcar um plebiscito para o próximo dia 5 para decidir o rumo do país: se os cidadãos aceitam as condições dos credores ou não. Com a corrida aos caixas eletrônicos, foi decretado feriado bancário.

Plano
A Petrobras divulgou só ontem seu Plano de Negócios, que o mercado aguardava desde a última sexta-feira e, de cara, numa leitura apressada, agradou. "Mas o plano saiu antes de o mercado começar e acho que foi uma leitura um pouco estabanada", avaliou Hersz Ferman, da Elite Corretora. Tanto que as ações viraram para baixo e já caiam 3% no começo da tarde. Terminaram em -4,10% a ON e -3,48% a PN, pesadas ainda pelo quadro geral negativo. Vale ON caiu 2,14%, Vale PNA, 2,69%, Bradesco PN, -2,20%, Itaú Unibanco PN, -1,27%, BB ON, -2,86%, e Santander unit, -2,53%.

EUA
De olho na Grécia, as bolsas nos EUA caíram: Dow Jones, -1,95%, aos 17.596,35 pontos, S&P 500, -2,09%, aos 2.057,64 pontos, e Nasdaq, -2,40%, aos 4.958,47 pontos.

Dólar
O temor de saída da Grécia da zona do euro ganhou força ontem, mas ainda assim no Brasil o dólar conseguiu fechar em baixa, após ter avançado durante boa parte da sessão. Internamente, as cotações também foram influenciadas pelo fluxo positivo para o Brasil e por operações relacionadas ao vencimento de contratos cambiais na quarta-feira. No final, após quatro sessões seguidas de alta, o dólar fechou em baixa de 0,45% no balcão, cotado em R$ 3,114. O volume, perto das 16h30, era de US$ 1,800 bilhão. O dólar futuro para julho era negociado em R$ 3,117 (-0,54%).

Taxas de juros
Mesmo ante os temores de saída da Grécia da zona do euro os juros futuros de curto e médio prazos conseguiram fechar em baixa, após terem avançado durante boa parte da sessão. Ao término da sessão regular da BM&FBovespa, o DI janeiro de 2016 projetava 14,27%, de 14,30% no ajuste da sexta-feira; o DI janeiro de 2017 cedia para 14,02%, de 14,05%; e o DI janeiro de 2021, na contramão, subia a 12,73%, ante 12,68% no ajuste anterior.

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