MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Agência Estado 
Em queda
A Bovespa não conseguiu se desvencilhar da enxurrada de notícias negativas que permeou o mercado doméstico. Assim, trabalhou a sessão toda em queda e terminou no menor patamar desde o último dia 15, pressionada principalmente pelo tombo de 4% das ações da Petrobras.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão com queda de 1,24%, aos 53.175,66 pontos. Na mínima, marcou 52.879 pontos (-1,79%) e, na máxima, ficou estável em 53.840 pontos. No mês, acumula ganho de 0,79% e, no ano, de 6,34%. O giro financeiro totalizou R$ 6,465 bilhões.
Previdência
O mercado já amanheceu com o gosto da derrota governista no Congresso, que aprovou uma emenda que vincula a correção de todos os benefícios da Previdência Social à política de valorização do salário mínimo.
Habeas-corpus
A essa notícia se somaram a arrecadação fraca da Receita e o aumento do desemprego, ambos números referentes a maio. Para piorar o quadro, a notícia de que foi pedido habeas-corpus preventivo para impedir a prisão do ex-presidente Lula azedou de vez o humor dos agentes. A Ibovespa, assim, bateu mínimas e só estancou o movimento quando foi divulgada a autoria do pedido do habeas-corpus.

Grécia
A bolsa parou de piorar, mas não devolveu as perdas. A situação externa, com indefinição do acordo para solucionar a crise grega, também influenciou os negócios. As bolsas norte-americanas terminaram em baixa, com o Dow Jones na mínima de 17.890,36 pontos (-0,42%). O S&P caiu 0,30%, aos 2.102,31 pontos, e o Nasdaq recuou 0,20%, aos 5.112,19 pontos.
Petrobras
Petrobras foi destaque de baixa na sessão, com perda de 4,38% na ON e de 4,55% na PN. Além do imbróglio Lula/Lava Jato, hoje a empresa realiza reunião do Conselho onde pode não apreciar os cortes em seu plano de investimentos. Além disso, o petróleo recuou. Vale ON caiu 2,42% e Vale PNA, 3,23%. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN, -1,72%, Bradesco PN, -0,62%, BB ON, -1,26%, e Santander unit, -1,42%.
Dólar
Na contramão da tendência de queda externa, o dólar fechou em alta ante o real, cotado no mercado de balcão em R$ 3,1200 (+0,81%). O volume à vista, perto das 16h30, era de US$ 738 milhões. Neste horário, o dólar para julho subia 0,69%, para R$ 3,127.
Juros
Os mesmos fatores domésticos que impuseram alta ao dólar influenciaram a alta dos contratos de juros futuros ontem. Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 subia de 14,23% para 14,29% e o DI janeiro de 2017, de 13,94% para 14,06%. O DI janeiro de 2021 fechou em 12,82%, ante 12,66% no ajuste anterior.


