MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
A Bovespa reagiu com atraso à divulgação do resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), encerrado na quarta-feira, e subiu com vigor ontem, também na esteira de mais um dia de ganhos das bolsas norte-americanas. A alta no mercado doméstico foi generalizados, com destaque para Vale e bancos. O Ibovespa subiu 1,86%, aos 54.238,59 pontos, maior patamar desde 25 de maio (54.609,25 pontos). Na mínima, o índice marcou 53.214 pontos (-0,07%) e, na máxima, 54.352 pontos (+2,07%). No mês, acumula ganho de 2,80% e, no ano, de 8,46%. O giro financeiro totalizou R$ 5,451 bilhões.
EUA
As bolsas norte-americanas deram a senha para o desempenho doméstico e, segundo um profissional, o vencimento de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa, anteontem, "atrapalhou" a repercussão do conteúdo do comunicado do Fed e também das declarações de Janet Yellen. Assim, a Bovespa tirou o atraso ontem e subiu. Vale teve forte valorização, também ajudada pelos ganhos das mineradoras no exterior e influenciada ainda por vencimentos no mercado hoje. Esses exercícios em Wall Street também teriam impactado o desempenho de Petrobras.
Vale
Vale ON terminou em alta de 4,78%, a segunda maior do Ibovespa, e a PNA, de 3,20%. Bradesco PN subiu 3,75%, Itaú Unibanco PN, 2,47%, BB ON, 3,24%, e Santander unit, 0,55%. Petrobras fechou em alta de 2,14% na ON e de 1,90% na PN.

Dow Jones
Nos EUA, o Dow Jones terminou em alta de 1%, aos 18.115,84 pontos, o S&P 500 teve ganho de 0,99%, aos 2.121,24 pontos, e o Nasdaq registrou valorização de 1,34%, aos 5.132,95 pontos.
Dólar
O dólar cravou ontem sua terceira sessão seguida de baixa ante o real, acompanhando o desempenho visto no exterior, principalmente em relação ao euro. Como pano de fundo, os negócios no câmbio seguiram atrelados à mensagem do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de quarta-feira, de que o processo de normalização da política monetária nos EUA deve ser gradual, transmitida pelo comunicado, pelas revisões para baixo nas projeções para os juros e pelas declarações da presidente da instituição, Janet Yellen. A moeda norte-americana terminou em baixa de 0,20%, a R$ 3,0550. Na mínima, chegou a R$ 3,031 (-0,98%) e, na máxima, a R$ 3,062 (+0,03%). Às 16h29, o dólar julho era cotado em R$ 3,068 (-0,10%).
Juros
Ao término da sessão regular na BM&F, o DI janeiro de 2016 encerrou em 14,24%, de 14,23% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2017 encerrou em 13,98%, ante 13,93% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2021 recuou de 12,77% para 12,68%. A taxa da T-Note de dez anos subia a 2,348%, de 2,312% no final da tarde de ontem.


