MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Agência Estado 
Em baixa
A Bovespa voltou a terminar em baixa, mas suavizou as perdas no período da tarde, após declarações mais dovish da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Janet Yellen. O exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa distorceu um pouco a reação do mercado ao resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve. Como pano de fundo, o mercado monitorou o cenário político, onde devia ser votado ontem o projeto de lei das desonerações.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,84%, aos 53.248,54 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 12,086 bilhões, segundo dados preliminares. Na máxima da sessão, a Bovespa atingiu 53.755 pontos (+0,10%), e na mínima, 52.965 pontos (-1,37%). No mês de junho, a bolsa acumula alta de 0,93% e, no ano, de 6,48%. Na primeira parte da sessão, a Bovespa operou descolada de seus pares em Nova York, que subiam, já se preparando para o vencimento, à tarde.
Petrobras
Petrobras, que até então vinha dando uma segurada no recuo do Ibovespa, perdeu força e passou a cair. O papel repercutia a notícia de que o Senado vai acelerar a tramitação que altera o modelo de exploração de partilha do pré-sal. Mas os dados de estoques nos EUA acabaram levando o preço do petróleo para baixo e influenciando as ações da empresa aqui no Brasil.
Desce
Petrobras ON caiu 1,29% e a PN, 1,20%. Vale ON perdeu 1,42% e Vale PNA, 1%, pressionadas ainda com o recuo do preço do minério de ferro. No setor financeiro, Bradesco PN perdeu 2,08%, Itaú Unibanco PN, 1,77%, BB ON, 2,84%, e Santander unit, 1,80%.
Fed
A Bovespa melhorou à tarde após o comunicado do Federal Reserve. Apesar de 15 dos 17 dirigentes terem votado a favor de um aumento da taxa de juros já neste ano, a presidente da autoridade monetária, Janet Yellen, minimizou o movimento, já que, segundo ela, a economia ainda não reúne as condições necessárias para essa alta.
Dólar
A moeda norte-americana operou em alta até o começo da tarde, porém, passou a cair ante o real pouco antes do resultado do encontro do BC dos EUA e aprofundou as perdas após as declarações de Yellen. O dólar fechou no menor valor desde meados de maio. O dólar comercial terminou cotado a R$ 3,061, menor preço desde 21 de maio (R$ 3,041). Na mínima da sessão, marcou R$ 3,054 e, na máxima, R$ 3,104. No mercado futuro, o dólar para julho marcava perda de 1%, a R$ 3,0750.
Juros
O resultado do encontro de política monetária do Fed levou as taxas de juros para baixo. Elas reagiram ainda ao recuo do dólar. No final da sessão regular, o contrato para outubro de 2015 fechou em 14,000%, de 14,009%. O contrato de janeiro de 2016 terminou em 14,23%, na mínima, de 14,27%. O janeiro de 2017 acabou em 13,93%, também na mínima, de 13,96%. O contrato para janeiro de 2021 terminou também na mínima, em 12,77%, de 12,84%.


