MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Agência Estado 
Em alta
A Bovespa fechou em alta consistente ontem, beneficiada pelo apetite ao risco nos mercados acionários globais e pela alta das commodities no exterior. No fim do dia, a bolsa subiu 2,01%, aos 53.876,44 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 7,620 bilhões, segundo dados preliminares. No mês de junho, o Ibovespa acumula alta de 2,12% e no ano, de +7,74%.
Bônus
Uma onda de vendas de bônus da Alemanha, que provocou queda dos preços, levando os juros para as máximas no ano, ajudou a alavancar os rendimentos dos Treasuries e as bolsas da Europa e dos EUA no início do dia de ontem.
Apetite
O apetite por risco nos mercados acionários também recebeu impulso da alta dos preços do petróleo e do minério de ferro, que beneficiou ações do setor de energia e de mineração. Esse conjunto de fatores teve impacto direto na Bovespa, que operou com valorização superior a 2% por quase toda a sessão, após amargar perdas acumuladas de quase 3% desde quarta-feira passada.
Ações
No noticiário corporativo brasileiro, as ações da Petrobras fecharam em alta, com as ON em +0,71% e as PN em +0,62%, após terem registrado volatilidade durante a tarde em meio ao receio de que o plano de negócios demore mais que o esperado pelo mercado para ser divulgado. Entre os bancos, Banco do Brasil ON, +3,06%, Bradesco ON, +2,41%, Bradesco PN, +3,48%, Itaú Unibanco, +2,93%, e Santander Unit, +3,22%.
Vale
As ações da Vale terminaram entre os maiores ganhos da sessão, junto com os papéis da Bradespar, um dos maiores acionista da companhia. Vale ON, +6,16%, Vale PNA, +4,77%, e Bradespar PN, +6,12%. O preço do minério de ferro subiu 1,9% no mercado à vista chinês, para US$ 65,1 a tonelada.
Dólar
O dólar terminou o pregão em alta pela segunda vez em junho. A moeda norte-americana chegou a um preço atrativo ao terminar abaixo de R$ 3,10, ontem. Isso acabou atraindo compras durante o pregão. Assim, o dólar abandonou a trajetória de baixa vista mais cedo e passou a tarde em elevação, renovando máximas. O dólar fechou com variação de +0,58% no balcão, aos R$ 3,1160.
Taxas de juros
O IPCA de maio conseguiu surpreender negativamente, levando os investidores a se debruçarem nos ajustes de suas posições. Segundo o IBGE, o IPCA avançou 0,74% em maio. Com o resultado, o desempenho acumulado em 12 meses está bem acima do teto da meta do governo, em 8,47%. Com isso, cresceram as apostas de que o Copom seguirá elevando a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,75% ao ano. Para o encontro de julho, o mercado está precificando mais um aumento de 0,50 ponto e, para setembro, uma alta de 0,25 ponto, que pode ou não ser a última. Assim, as taxas de juros futuras abriram a sessão pressionadas, movimento que ganhou força à tarde, quando o dólar saiu do terreno negativo e passou a subir. Ao término da sessão regular, o DI para outubro (174.305 contratos) estava em 13,96%, de 13,91% no ajuste anterior.


