Em baixa
A Bovespa terminou a sessão em baixa, à medida que os investidores aproveitaram a valorização de 2,80% acumulada nos dois pregões anteriores para realizar lucros. O recuo do Ibovespa ocorreu na contramão da alta das bolsas dos EUA, que acompanharam o avanço das praças europeias, após indicadores econômicos americanos mostrarem resultados mistos.

Bovespa
No fim do pregão, a Bovespa acelerou as perdas, pressionada pela piora dos papéis da Petrobras, que zeraram os ganhos e passaram a cair. A bolsa fechou com baixa de 1,32%, aos 53.522,90 pontos. O volume de negócios somou R$ 6.577 bilhões, segundo dados preliminares. No ano, o Ibovespa acumula alta de 7,03% e, em junho, ganho de 1,45%.

Wall Street
A Bovespa abriu com sinal negativo e intensificou as perdas após a entrada dos estrangeiros com a abertura do mercado em Wall Street. No entanto, as bolsas de Nova York tiveram um desempenho positivo, acompanhando os ganhos das ações na Europa.

Bancos
A queda da Bovespa foi conduzida pelo forte recuo dos papéis de bancos, Vale e siderúrgicas. No noticiário envolvendo o setor financeiro, o destaque foi que o Bradesco pode desembolsar até R$ 10 bilhões para adquirir o HSBC no Brasil, superando o apetite de Itaú Unibanco e Santander. No fim, Itaú Unibanco PN (-2,53%), Bradesco PN (-2,29%), Bradesco ON (-3,14%), Banco do Brasil ON (-3,62%) Santander Unit (-1,92%).

Siderúrgicas
Entre as siderúrgicas, houve queda em bloco das papéis. O BTG Pactual afirmou que os dados de produção industrial divulgados terça-feira reforçaram o momento ruim para o setor. Usiminas (-2,33%), Gerdau PN (-1,77%), CSN (-2,99%), Gerdau Metalúrgica (-2,03%). As ações da Vale e da Petrobras abriram em alta, mas devolveram os ganhos ao longo do dia e fecharam no vermelho: Petrobras ON, -0,14%; Petrobras PN, -0,08%; Vale ON em -2,15% e Vale PNA, -1,94%.

Dólar
O dólar deu sequência ao movimento de queda anterior durante boa parte do dia, mas fechou quase estável ante o real. A moeda terminou cotada em R$ 3,132 (-0,06%). Na mínima, atingiu R$ 3,104 (-0,96%) e na máxima, R$ 3,1450 (+0,35%). O volume era de US$ 1,88 bilhão perto das 16h30. No segmento futuro, o dólar julho era negociado em R$ 3,158 (-0,09%).

Juros
O comportamento da curva de juros foi pautado pela perspectiva de nova alta da Selic na noite de ontem, de 0,50 ponto porcentual, e as taxas futuras fecharam em alta entre os contratos com prazos curtos. Os demais vencimentos alinharam-se ao avanço do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano. Ao final da sessão regular da BM&F, o DI julho de 2015 projetava 13,597%, de 13,575% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2016 subiu de 13,95% para 13,97%. O DI janeiro de 2017 avançou de 13,52% para 13,58% e o DI janeiro de 2021, de 12,49% para 12,55%.

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