Em alta
O apetite ao risco no mercado doméstico carregou a Bovespa de volta ao patamar de 54 mil pontos, abandonado há uma semana. O Ibovespa fechou na máxima de 54.236,43 pontos, em alta de 2,27%. Na mínima, marcou 53.035 pontos (+0,01%). O volume financeiro somou R$ 6,862 bilhões, segundo dados preliminares. Em junho, acumula avanço de +2,80% e em 2015, de 8,46%.

Petrobras
A Bolsa operou em alta desde a abertura sustentada por Vale, Petrobras, bancos e siderúrgicas. Com contribuição importante dos estrangeiros na compra, as ações da estatal do petróleo, além de se beneficiarem da alta de mais de 1% da commodity, também repercutiram com mais firmeza a emissão de US$ 2,5 bilhões em bônus de 100 anos anunciada segunda-feira, sobretudo a forte demanda, em torno de US$ 13 bilhões. Petrobras PN avançou 3,80% e a ON, 4,53%.

Vale
Já os papéis da Vale, e também os da Bradespar, se beneficiaram do avanço de mais de 1% dos preços do minério de ferro no mercado à vista da China e também de uma melhora na recomendação do Itaú BBA para as ações da mineradora. Vale PNA subiu 7,46%; Vale ON, +6,54%; e Bradespar PN, 7,48%, refletindo ainda a expectativa de novas medidas de estímulo de liquidez na China. As siderúrgicas, do mesmo modo, tiveram ganho firme: CSN ON +5,18%; Gerdau PN +2,14%; e Usiminas PNA, +2,18%.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Bancos
Outro setor a dar suporte ao mercado doméstico foi o financeiro. Itaú Unibanco PN teve valorização de 2,23% e Bradesco PN, de +2,53%. Santander Unit registrou +2,99%. Fontes nas mesas de renda variável atribuem o desempenho a uma recuperação técnica.

Exterior
No exterior, as bolsas tiveram fechamento misto na Europa, em meio às incertezas sobre a Grécia e à alta do índice de preços ao consumidor da zona do euro. Já as bolsas dos EUA começaram o dia mal, tentaram uma recuperação no início da tarde, mas voltaram a cair na metade da etapa vespertina. O Dow Jones fechou em baixa de 0,16%, o S&P 500 caiu 0,10% e o Nasdaq, 0,12%.

Dólar
No término dos negócios, o dólar à vista caiu 1,32%, aos R$ 3,1370 no balcão. O volume de negócios totalizava R$ 886 milhões, perto das 16h30. No mercado futuro, o dólar para julho declinava 1,27%, a R$ 3,1605.

Juros
No fim do pregão regular do mercado de juros futuros na BM&FBovespa, o DI para julho de 2015 apontava 13,577%, ante 13,548%. O contrato para janeiro de 2016 apontava 13,95%, na máxima, ante 13,91%. O DI para janeiro de 2017 indicava 13,52%, de 13,42% na véspera. No trecho mais longo, o contrato com vencimento em janeiro de 2021 projetava 12,49%, de 12,41%.

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