MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Agência Estado 
Em queda
A Bovespa fechou em queda, acompanhando o sinal negativo de seus pares no exterior. Segundo alguns profissionais do mercado, a expectativa em relação ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que será anunciado hoje, e as dúvidas em relação ao impacto das medidas de ajuste fiscal sobre alguns setores da economia também contribuíram para reduzir o apetite dos investidores. No fechamento, o Ibovespa recuou 0,48%, aos 53.976,27 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,373 bilhões, segundo dados preliminares.
EUA
Nos EUA, dados dos pedidos de auxílio-desemprego de vendas de imóveis e declarações de um membro do Federal Reserve (Fed) alimentaram as expectativas de que a autoridade monetária pode elevar as taxas de juros neste ano e provocaram queda das bolsas em Nova York.
No fechamento, Dow Jones caiu 0,80%, o S&P 500, 0,13%, e o Nasdaq, 0,23%.
Bancos
Entre os fatores citados para a baixa das ações bancárias, estavam a notícia divulgada na quarta-feira pelo Broadcast de que a equipe econômica pode cobrar imposto de renda sobre investimentos em Letras de Crédito Agrícola (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e um relatório desfavorável do Barclays sobre o setor. No fim do dia, Banco do Brasil ON (-2,26%), Bradesco ON (-0,84%), Bradesco PN (-0,62%), Itaú Unibanco PN (-1,18%) e Santander Unit (-0,92%).

Vale
Já as ações da Vale foram pressionadas pelo recuo dos preços internacionais do minério de ferro, depois de quatro elevações seguidas, e pela cautela desencadeada pela queda acentuada da bolsa de Xangai. Vale ON (-1,96%) e Vale PNA (-2,16%).
O setor de siderurgia também terminou no negativo, penalizado por um relatório do BTG Pactual, que cortou recomendação para a CSN. Os papéis ON da siderúrgica caíram 6,81%, Usiminas PNA, -4,99%, e Gerdau PN, -1,77%.
Em alta
Entre os destaques positivos estavam as ações da Petrobras, que se firmaram em alta no fim da sessão, ajudadas pela recuperação dos preços do petróleo. No fim, Petrobras ON (+0,67%) e Petrobras PN (+0,96%).
Dólar
O dólar à vista terminou em alta de 0,51%, a R$ 3,1610. Na máxima, atingiu R$ 3,1810 (+1,14%) e na mínima, R$ 3,1500 (+0,16%). Perto das 16h30, o volume era exuberante, de cerca de US$ 2,60 bilhões. O dólar para junho estava em R$ 3,162 (+0,60%).
Juros
Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 estava em 13,79%, de 13,77% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2017 recuou de 13,33% para 13,28%; e o DI janeiro de 2021 fechou em 12,34%, ante 12,48%.


